A energia consumida em outubro chega à conta sem a cobrança adicional que pesou nos últimos cinco meses. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) confirmou na sexta-feira, 25 de setembro de 2026, que a bandeira tarifária de outubro é a verde, depois de um período de bandeira amarela. Na prática, some da tarifa o acréscimo de R$ 1,885 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.
Em resumo:
- Bandeira de outubro de 2026: verde, sem acréscimo na tarifa.
- Bandeira anterior: amarela, em vigor de maio a setembro de 2026.
- Anúncio: sexta-feira, 25 de setembro de 2026, pela Aneel.
- Próximo anúncio, da bandeira de novembro: sexta-feira, 30 de outubro de 2026.
A bandeira verde zera o adicional que a amarela cobrava
Segundo a notícia publicada pela Aneel, o início da transição entre o período seco e o úmido em parte das principais bacias hidrográficas trouxe mais chuva às regiões Sul e Sudeste. Isso ajudou a estabilizar os reservatórios das hidrelétricas e permitiu reduzir o uso de fontes mais caras, como as usinas termelétricas.
A troca encerra uma sequência de cinco meses de bandeira amarela. Os boletins InfoBandeira da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) registram a cor amarela para maio, junho, julho, agosto e setembro de 2026. O boletim de setembro mostra que a amarela daquele mês foi divulgada em 28 de agosto.
Cada bandeira tem um valor fixo por kWh consumido

A página oficial das bandeiras tarifárias traz os valores em vigor, cobrados por quilowatt-hora. Multiplicados por 100, eles mostram quanto cada bandeira acrescenta a cada 100 kWh:
- Verde: sem acréscimo.
- Amarela: R$ 0,01885 por kWh, ou R$ 1,885 a cada 100 kWh.
- Vermelha patamar 1: R$ 0,04463 por kWh, ou R$ 4,463 a cada 100 kWh.
- Vermelha patamar 2: R$ 0,07877 por kWh, ou R$ 7,877 a cada 100 kWh.
Os valores seguem os mesmos de 2024: o boletim da CCEE de setembro informa que eles foram fixados pela Aneel em 2024, pela Resolução Homologatória 3.306/2024 e pela Resolução Normativa 1.084/2024, com vigência a partir de 1º de abril de 2024, e são os mesmos que a agência publica hoje.
Em 150 kWh, a amarela somava R$ 2,83; em 200 kWh, R$ 3,77
Para ter uma ideia do peso de cada cor, veja a conta só do adicional da bandeira, aplicada a dois consumos residenciais comuns. Os números abaixo não incluem impostos nem a tarifa de energia, a taxa de iluminação pública ou outros itens da fatura.
- Consumo de 150 kWh: verde, R$ 0; amarela, R$ 2,83; vermelha patamar 1, R$ 6,69; vermelha patamar 2, R$ 11,82.
- Consumo de 200 kWh: verde, R$ 0; amarela, R$ 3,77; vermelha patamar 1, R$ 8,93; vermelha patamar 2, R$ 15,75.
É essa a diferença que deixa de existir em outubro em relação a setembro: quem gasta 200 kWh por mês deixa de pagar R$ 3,77 de adicional, antes dos tributos. O valor final economizado na fatura tende a ser um pouco maior, porque, de acordo com as perguntas e respostas da Aneel sobre o tema, sobre as bandeiras incidem os mesmos tributos que recaem sobre as tarifas.
O mesmo documento informa que os descontos da tarifa social também valem para as bandeiras, e que consumidores atendidos por sistemas isolados não pagam o adicional.
O sistema de bandeiras sinaliza o custo de gerar energia
As bandeiras foram criadas pela Aneel em 2015 para mostrar ao consumidor, todo mês, se a geração de energia está mais barata ou mais cara. Entram nessa conta o nível dos reservatórios das hidrelétricas, o avanço das fontes renováveis e a necessidade de ligar termelétricas, que produzem energia a um custo maior.
Na verde, as condições de geração são favoráveis e a tarifa não sofre acréscimo. Na amarela, as condições ficam menos favoráveis. As vermelhas indicam geração mais custosa, no patamar 1, ou ainda mais custosa, no patamar 2. Segundo a agência, o sistema dá ao consumidor a chance de adaptar o consumo, se quiser, e de usar a energia de forma mais consciente.
A cor de novembro sai no fim deste mês
A bandeira verde vale só para outubro. Pelo calendário de acionamento divulgado pela Aneel, a cor de novembro será anunciada na sexta-feira, 30 de outubro de 2026, e a de dezembro, em 27 de novembro. A decisão depende das condições de geração do momento, então não há garantia de que a verde se repita.
Enquanto isso, vale conferir a fatura quando ela chegar: a bandeira em vigor aparece na conta, e o FAQ da Aneel lembra que as distribuidoras têm até dois dias úteis após a divulgação para informar a bandeira vigente. Acompanhar o próprio consumo em kWh, que também vem impresso na fatura, ajuda a calcular quanto cada mudança de cor representa no orçamento da casa.
Informações conferidas em 8 de outubro de 2026 nas fontes citadas.



