Petróleo tem forte queda e fica abaixo dos US$ 30 nesta sexta-feira

O preço de barris de petróleo desabam nesta sexta-feira (15), após a recuperação da véspera que tinha sido motivada pela forte recuperação nas bolsas chinesas. O mercado chinês, contudo, voltou sofrer um tombo, afetando as projeções sobre a demanda do gigante asiático pela commodity. As baixas no petróleo ao longo da manhã giravam em torno de 5%, e levaram a cotação para patamar inferior aos US$ 30.

Às 8h21, o barril de Brent recuava 4,49%, cotado a US$ 29,50. Já o barril de WTI tinha queda ainda superior, de 5,63%, a US$ 29,45.

Às 9h10, a queda na cotação do barril de Brent estava em 3,92%, a US$ 29,67. O preço do WTI caía 5,18%, a US$ 29,59.

Às 10h25, o Brent recuava 3,85%, a US$ 29,69; e o WTI sofria uma desvalorização de 5,05%, a US$ 29,62.

Às 11h17, a desaceleração do Brent estava em 4,26%, a US$ 29,57, enquanto a do WTI alcançava 5,66%, a US$ 29,44.

Às 12h21, o barril de Brent se desvalorizava em 3,42%, a US$ 29,82; e o de WTI recuava 4,71%, a US$ 29,73.

O desempenho dos barris nas últimas semanas fortalece a estimativa do Goldman Sachs, ainda em 2015, de que o barril poderia chegar a US$ 20 devido ao acelerado nível de produção. O Morgan Stanley se juntou a essas previsões, e citaram a escalada do dólar como fator de maior preocupação para os preços da commodity. 

O cenário pode voltar a piorar nos próximos dias, já que há indícios de que o acordo nuclear entre o Irã e as potências internacionais poderia entrar em vigor, o que representaria a volta em peso do barril iraniano no mercado internacional, já refém do excesso de oferta. A tendência seria então uma maior queda dos preços do petróleo. 

Na quinta-feira (14), os barris haviam fechado em alta nesta quinta-feira (14), após atingir níveis mínimos em mais de 12 anos. O barril de Brent para entrega em fevereiro fechou em alta de 2,34%, com cotação a US$ 31,02. O barril de WTI fechou praticamente na mesma situação, com alta de 2,36% e cotado a US$ 31,20. 

A falta de perspectivas coloca mais pressão no setor, levando a mais demissões e desinvestimentos. A petrolífera britânica BP informou nesta terça-feira (12) que vai demitir quatro mil funcionários das áreas de exploração e produção ao longo do próximo do ano. 

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