ECONOMIA
Justiça encerra recuperação judicial da Light no Rio
Por ECONOMIA JB
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Publicado em 10/09/2026 às 11:23
Alterado em 10/09/2026 às 18:22
Light: novo atendimento ao cliente Foto: reprodução
A Light informou que o Juízo da 3ª Vara Empresarial da Comarca da Capital do Rio de Janeiro decretou o encerramento de sua recuperação judicial. A decisão reconhece que a companhia cumpriu as obrigações previstas no Plano de Recuperação Judicial durante o período de fiscalização.
Segundo a empresa, a sentença foi tomada após a constatação de que todas as exigências do plano foram atendidas. A medida encerra o regime judicial iniciado em meio ao processo de reestruturação financeira conduzido nos últimos anos.
Pareceres favoráveis e próximos passos
O encerramento ocorreu após manifestações favoráveis da Administração Judicial e do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro. A Light afirmou que continuará atualizando investidores e o mercado sobre eventuais desdobramentos relacionados ao caso.
A íntegra da sentença será publicada nos termos definidos pela Justiça e também poderá ser consultada nos canais de relações com investidores da companhia, além dos sistemas da CVM e da B3.
Reestruturação e aportes de capital
Em julho, a companhia havia aprovado um novo aumento de capital de R$ 1,35 bilhão em assembleia geral extraordinária. Com isso, o capital social da distribuidora de energia passou de R$ 8,16 bilhões para R$ 9,51 bilhões.
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O novo aporte será pago em duas etapas pela holding controladora. A primeira parcela, de R$ 350 milhões, já foi quitada, e o valor restante deve ser pago até 31 de julho de 2026. A operação veio após outro aumento de capital bilionário e faz parte da reorganização financeira da empresa.
Histórico da recuperação judicial
A Light entrou em recuperação judicial em julho de 2023, após a piora da situação econômico-financeira de sua distribuidora, que atende mais de 30 cidades do Rio de Janeiro. O processo ganhou força em 2024, quando os credores aprovaram um plano para reestruturar uma dívida de R$ 11 bilhões.
Entre as medidas previstas estavam a capitalização de até R$ 1,5 bilhão, a conversão de parte dos créditos em ações e o pagamento integral a credores com valores de até R$ 30 mil. A reestruturação também ocorreu em meio à atenção da Aneel, que havia aberto uma intimação sobre a concessão, posteriormente arquivada.