ECONOMIA

Conta de luz e alimentos derrubam prévia da inflação em agosto

IPCA-15 fecha o mês em -0,40% com impacto do Bônus de Itaipu e queda em itens básicos da alimentação

Por ECONOMIA JB
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Publicado em 26/08/2026 às 11:09

. Agência Brasil

O IPCA-15 de agosto fechou em -0,40%, influenciado principalmente pela queda na conta de luz e nos preços dos alimentos. Foi a menor taxa desde agosto de 2022, quando o índice havia marcado -0,73%. Em julho, a prévia da inflação tinha ficado em 0,06%.

Com o resultado do mês, o IPCA-15 acumula alta de 4,24% em 12 meses, segundo o IBGE. O indicador antecipa a leitura oficial da inflação e serve como referência importante para acompanhar o comportamento dos preços no país.

Energia elétrica e habitação puxam a baixa

Entre os nove grupos pesquisados, cinco registraram deflação no período. O destaque foi Habitação, com queda de 1,41%, puxada pela energia elétrica residencial, que recuou 6,25% e teve o maior impacto individual no índice. A redução está ligada ao Bônus de Itaipu, desconto aplicado na conta de luz dos consumidores.

Também houve queda em Alimentação e bebidas, Vestuário, Transportes e Comunicação. Esses movimentos ajudaram a consolidar o resultado negativo da prévia da inflação, que mostrou alívio em itens de peso no orçamento das famílias.

Alimentos e combustíveis ficam mais baratos

No grupo alimentação e bebidas, a alimentação no domicílio caiu 0,97%, com baixas expressivas em produtos muito consumidos no dia a dia. O tomate ficou 27,38% mais barato, a batata-inglesa recuou 25,14% e a cenoura caiu 17,05%. O café moído também apresentou redução, de 2,31%.

Em Transportes, a deflação foi influenciada pela passagem aérea, que caiu 13,30% no mês. Os combustíveis também contribuíram para o recuo do grupo, com quedas no etanol, na gasolina e no óleo diesel.

Como funciona o IPCA-15

O IPCA-15 segue metodologia semelhante à do IPCA, a inflação oficial usada como base para a meta do governo, hoje fixada em 3% ao ano, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. A diferença está no período de coleta e na abrangência geográfica da pesquisa.

Na divulgação de agosto, os preços foram coletados entre 16 de julho e 14 de agosto, em 11 localidades do país. O IPCA cheio de agosto será divulgado em 11 de setembro. Já o boletim Focus divulgado pelo Banco Central apontou expectativa de -0,18% para o mês. (com informações de Bruno de Freitas Moura, da Agência Brasil)