ECONOMIA
IPCA desacelera em junho e fecha o mês em 0,24%
Por ECONOMIA JB
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Publicado em 10/07/2026 às 12:46
Alterado em 10/07/2026 às 12:46
A energia elétrica residencial continuou como principal impacto individual Foto: Agência Brasil
O IPCA subiu 0,24% em junho de 2026, abaixo da variação observada em maio. Com isso, o índice acumula alta de 3,36% no ano e de 4,64% nos últimos 12 meses, mostrando perda de ritmo na inflação ao consumidor.
Entre os grupos pesquisados, Habitação teve a maior influência no resultado, mesmo com desaceleração em relação ao mês anterior. A energia elétrica residencial continuou como principal impacto individual, ainda pressionada pela energia elétrica e por reajustes regionais em diferentes capitais.
Alimentação recua e ajuda a conter a inflação
O grupo Alimentação e bebidas caiu 0,24% em junho, revertendo parte da pressão vista em maio. A alimentação no domicílio registrou queda, com destaque para o café moído, as frutas e as carnes, enquanto feijão-carioca e batata-inglesa ficaram mais caros.
Já a alimentação fora do domicílio perdeu força e teve alta menor, refletindo desaceleração tanto no lanche quanto na refeição. Esse movimento contribuiu para aliviar o índice geral no mês.
Transportes, saúde e despesas pessoais
Transportes avançou pouco, apesar da alta das passagens aéreas. Os combustíveis ficaram mais baratos, com queda em etanol, óleo diesel, gás veicular e gasolina. Também houve variações ligadas a gratuidades e reduções tarifárias no transporte urbano e no metrô em algumas cidades.
Despesas pessoais e Saúde e cuidados pessoais também subiram, com destaque para empregado doméstico, cabeleireiro e barbeiro, artigos de higiene pessoal e planos de saúde. Esses itens ajudaram a manter parte da pressão sobre a inflação de junho.
INPC também desacelera
O INPC teve alta de 0,14% em junho, abaixo do resultado de maio. No acumulado do ano, o índice chegou a 3,51%, e, em 12 meses, fechou em 4,33%, refletindo uma desaceleração semelhante à observada no IPCA.
Os produtos alimentícios passaram de alta para queda no mês, enquanto os não alimentícios subiram menos. Entre as regiões, Brasília apresentou a maior variação e São Paulo a menor, com influência de itens como gasolina, energia elétrica e etanol. (com Agência IBGE)