ECONOMIA

Tarifa de 37,5% atingirá quase 4 mil produtos brasileiros, estima CNI

Nova medida pressiona exportações do Brasil ao mercado americano

Por ECONOMIA JB
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Publicado em 24/07/2026 às 17:26

Alterado em 24/07/2026 às 17:26

Ricardo Alban é o presidente da CNI Foto: divulgação

A nova cobrança adicional de 12,5% imposta pelos Estados Unidos fará com que 3.985 produtos brasileiros passem a enfrentar tributação total de 37,5% para entrar no mercado americano. O levantamento divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) calcula que a medida alcança US$ 12,4 bilhões em vendas, o equivalente a 29,4% de tudo o que o Brasil exporta ao país.

As novas tarifas começam a valer nesta sexta-feira (24) e atingem 4.060 produtos brasileiros no total. Desses, 3.985 já estavam sujeitos a uma tarifa adicional de 25% e agora terão o peso combinado das duas cobranças. Outros 75 itens, somando US$ 1,6 bilhão, pagarão apenas a nova alíquota de 12,5%.

Impacto nas exportações e argumento dos EUA

Segundo a CNI, 48,7% de todas as exportações brasileiras destinadas aos Estados Unidos passarão a estar sujeitas a algum tipo de tarifa adicional. A decisão decorre de investigação baseada na Seção 301 da Lei de Comércio americana, que concluiu que o Brasil e outros países não adotariam mecanismos suficientes para impedir a importação de bens produzidos com trabalho forçado.

O governo brasileiro contesta a avaliação e considera as tarifas indevidas. Para a entidade, as justificativas do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos não refletem a realidade do país, que teria uma das legislações mais modernas para prevenir, combater e erradicar o trabalho forçado ao longo das cadeias produtivas.

Indústria pede negociação e medidas de curto prazo

Em nota, o presidente da CNI, Ricardo Alban, defendeu a intensificação das negociações entre os governos brasileiro e estadunidense. Ele afirmou que é essencial manter e aprofundar o diálogo, ao mesmo tempo em que se buscam ações rápidas para reduzir os danos às empresas afetadas.

A confederação informou que já conversa com o governo federal e com os setores mais atingidos para construir medidas emergenciais. A preocupação é com o efeito imediato da nova cobrança sobre a competitividade da indústria brasileira e sobre o ritmo das exportações para o mercado americano. (com informações da Agência Brasil)