GENTE

Por Marcio.G

[email protected]

GENTE

Com Paulina Garcia, do Chile, 4ª edição do Bonito Cinesur reúne cinema sul-americano no MS

Festival em Bonito começa em 24 de julho com 32 produções, homenagens, debates e programação gratuita

Publicado em 05/07/2026 às 12:25

Alterado em 05/07/2026 às 12:41

Paulina Garcia, das maiores estrelas chilenas: homenagem no Brasil Foto: divulgação

O Bonito Cinesur chega à sua quarta edição no dia 24 de julho consolidado como um importante espaço de integração, exibição e debate do audiovisual sul-americano. Realizado em Bonito, no Mato Grosso do Sul, o festival apresenta 32 produções cinematográficas de 13 países, com longas e curtas que representam diferentes culturas e linguagens do continente.

A programação reúne obras da Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Guiana, Guiana Francesa, Paraguai, Peru, Suriname, Uruguai e Venezuela. Os filmes abordam temas como universo indígena, ditadura, liberdade, questões sociais e mudanças climáticas, reforçando o caráter plural da mostra.

Paulina García, a homenagem

A atriz chilena Paulina García será a homenageada desta edição. Reconhecida por trabalhos como A Noiva do Deserto, Narcos e Gloria, ela ganhou destaque internacional ao vencer o Urso de Prata de melhor atriz no Festival de Berlim. Além da homenagem, a artista também estará presente na programação por meio de Querido Trópico, filme escolhido para abrir o festival.

Para a organização, a escolha de um nome de relevância continental ajuda a aproximar o público de trajetórias marcantes do cinema latino-americano. A proposta do festival é valorizar realizadores que contribuíram para ampliar a visibilidade da produção audiovisual feita na região.

Vincent Carelli, Troféu Pantanal

O cineasta franco-brasileiro Vincent Carelli será agraciado com o Troféu Pantanal pelo conjunto de sua obra, que inclui filmes como Corumbiara e Martírio. Ele também é o criador do projeto Vídeo nas Aldeias, iniciativa que formou cineastas indígenas e estimulou povos originários a registrar e contar suas próprias histórias por meio do cinema.

Criado em 1986, o projeto já contribuiu para a produção de mais de 70 filmes e recebeu reconhecimento da Unesco, além da Ordem do Mérito Cultural do governo brasileiro. No festival, a homenagem reforça o papel do audiovisual como ferramenta de afirmação, resistência e fortalecimento das identidades indígenas.

Debates, aula magna e ações educativas

Entre os destaques está a pré-estreia nacional de Honestino, dirigido por Aurélio Michiles, que reconstitui a trajetória de Honestino Guimarães, líder estudantil e símbolo da resistência à ditadura militar. Outra exibição especial será Minha Terra Estrangeira, documentário de João Moreira Salles e Louise Botkay sobre o líder indígena Almir Suruí e sua filha Txai às vésperas das eleições de 2022.

João Moreira Salles também ministrará uma aula magna sobre documentários no dia 29 de julho, na Sala Glauce Rocha. Além das sessões, o festival terá palestras, cine debates, oficinas, encontros com realizadores e uma programação voltada ao público infantil, com destaque para as atividades de animação e sessões infantojuvenis. Todas as ações do Bonito Cinesur são gratuitas. (com reportagem de Elaine Patricia Cruz / Agência Brasil)