Governo do Mato Grosso do Sul que repasses citados em vídeo são 'oficiais'

O governo do Estado de Mato Grosso do Sul divulgou nota nesta quinta-feira para "contestar e desmentir" a existência de um suposto esquema propina relatado, segundo o Ministério Público, pelo deputado estadual Ary Rigo (PSDB), em um vídeo que vazou para a internet. O Executivo estadual considerou que a gravação tem "objetivo eleitoreiro".
Nas imagens, que teriam sido registradas em julho, Rigo diz que R$ 2 milhões eram devolvidos, em dinheiro, ao "André" (que seria o governador André Puccinelli, do PMDB), "900" mil aos desembargadores do Tribunal de Justiça, e "300" mil para o Ministério Público. O dinheiro, segundo a gravação, seria da Assembleia. Ele afirma ainda que iriam devolver agora R$ 6 milhões ao governo. O deputado afirma ainda que mudanças na legislação dificultaram a realização do esquema.
"Todos os repasses de recursos para o Tribunal de Justiça, Ministério Público, Assembléia Legislativa, Tribunal de Contas e Defensoria Pública são oficiais e documentados", afirmou o governo no comunicado. "Não há repasse ou 'retorno' mensal de recursos feitos a desembargadores, procuradores de Justiça ou ao governador". O governo informou também que os documentos que provam isso estão à disposição da sociedade e dos órgãos fiscalizadores.
Na quarta-feira, o deputado divulgou nota em que afirma que a gravação foi editada. Sobre os repasses citados, ele afirmou que "são os valores aproximados que estes (MP e Poder Judiciário) obtiveram a mais por força da intervenção dos deputados, junto ao governador do Estado, para que este, dadas as necessidades do Estado, reduzisse o duodécimo em maior parte da Assembleia Legislativa e em menor do Judiciário e do Ministério Público".