Muito dinheiro disponível

Mais de 10 trilhões de reais para projetos no Brasil. Isso mesmo...

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Mais de 10 trilhões de reais disponíveis para projetos de cidades inteligentes no Brasil. Isso mesmo, mais que o PIB atual. Este recurso pode ser aplicado em cidades desde como Borá (SP), com pouco menos de 900 habitantes, até as maiores como o Rio de Janeiro, com mais de 6 milhões, e São Paulo, com mais de 12 milhões.

A utilização de recebíveis judiciais é a bola da vez para gerar funding rápido para projetos de infraestrutura, como os de cidades inteligentes. O presidente da Comissão Especial de Precatórios da OAB Nacional, Dr. Eduardo de Souza Gouvêa, explica: “funciona assim, o credor se compromete a designar diretamente o recurso, que no futuro receberá, a projetos de construção de cidades inteligentes. O devedor (Governo Federal, estadual, municipal ou mesmo uma instituição privada) pode ir ao mercado fazer uma estruturação financeira destes recebíveis, antecipando o dinheiro (para execução imediata dos projetos) pelas instituições financeiras e alongando o prazo de pagamento. Isso garante que 100% deste recurso, hoje represado em dívidas, seja injetado imediatamente na economia”. Considerando a importância do volume deste capital servindo de alavancagem para nossas cidades, o tamanho do impacto na economia não precisa nem ser exercitado aqui, será um boom. Somado ainda à redução dos custos a qual uma cidade inteligente se propõe, é empolgante.

A estruturação é viabilizada, pois hoje já existem instrumentos jurídicos que geram segurança ao financiador (BNDES, Banco do Brasil, Caixa Econômica e bancos privados). Os fundos de participação dos municípios, os bloqueios de contas correntes (obrigação dos presidentes de tribunais se descumpridas as regras constitucionais), são garantias importantes que geram eficiência e transparência para este tipo de operação. O Judiciário consegue perceber o perfil das dívidas de entes públicos. Previsibilidade é a palavra principal, neste tipo de operação, para as instituições financeiras que optem por ganhar dinheiro ajudando a melhorar o ambiente de negócios e a qualidade de vida nas cidades.

A necessidade de inteligência nas cidades é de fácil percepção pela população. Em uma pesquisa, 80% dos executivos entendem que edificações inteligentes melhoram a produção, mas a falta de recursos leva a somente 20% deles investirem na área. As pessoas querem chegar mais rápido em seus destinos, tratar suas demandas sem a necessidades de contratar despachantes ou mesmo irem às repartições públicas, terem voz ativa nas reclamações de conservação das cidades, dentre tantos outros. As empresas precisam conhecer melhor as demandas dos cidadãos, as tendências e necessidades implícitas (aquelas que não conseguimos externalizar), veja o exemplo da gigante Jingdong, uma empresa chinesa de comércio eletrônico com sede em Pequim. Todos precisam de melhor qualidade de vida e isso passa também pela qualidade do ar no meio ambientes, seja do ambiente externo ou mesmo do interno (aquele que dizem que precisa estar bem ventilado para não contrairmos doenças).

As cidades se diferenciarão no mercado global de acordo com sua criatividade e capacidade de realização de projetos estruturantes. Não vimos nesta campanha eleitoral candidatos trazendo como ponto principal a inteligência na operação de cidades. Prefeitos e vereadores têm missões diferentes, porém com objetivos em comum, e a qualidade de vida do munícipe, seja na saúde ou mesmo na economia, é fundamental. Cidades inteligentes ajudarão o Brasil a sair da crise na qual nos encontramos.

Somados a estes R$10 trilhões disponíveis, temos que ter em mente que, para bons projetos tem muito mais dinheiro. Hoje estão investidos no mercado global mais de US$16 trilhões (mais de R$83 trilhões) a juros negativos, sim, a juros negativos.

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