☰
✕

Caiado, que chamou Flávio Bolsonaro de 'ladrão' no 1ºturno, anuncia apoio ao senador na reta final

PP e UNIÃO BRASIL TAMBÉM ADEREM

Por POLÍTICA KB

Ronaldo Caiado

O ex-presidenciável Ronaldo Caiado (PSD) anunciou nesta terça-feira (6) apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no segundo turno das eleições. PP e União Brasil também tomaram o lado do senador.

Caiado, durante o anúncio, afirmou que está se juntando ao senador "para garantir que o Estado brasileiro não se curve ao crime e à bandalheira".

"Vocês conhecem o Caiado. Eu vou estar ajudando o Brasil. Eu estou aqui para fazer o que manda a minha coerência na vida, que é poder derrotar o PT", enfatizou o ex-governador em Goiânia, ao lado de Flávio e do governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).

A decisão representa uma mudança em relação à postura adotada por Caiado durante boa parte da campanha. Ele fez críticas públicas a Flávio, chamando-o de "mentiroso" e "ladrão", afirmando que o senador "não tem compromisso com a verdade".

Caiado terminou o primeiro turno na quinta colocação, com cerca de 2,6 milhões de votos (2,18%). Ele ficou atrás de Flávio Bolsonaro, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Augusto Cury (Avante) e Renan Santos (Missão).

Já PP e União Brasil, que formam uma federação, haviam adotado neutralidade no primeiro turno, mas declararam apoio ao candidato do PL no segundo turno.

A decisão foi tomada após reunião com lideranças internas de ambos os partidos, incluindo os presidentes nacionais Ciro Nogueira (PP) e Antônio Rueda (União Brasil). De acordo com a senadora Tereza Cristina (PP-MS), líder da sigla no Senado, a decisão foi unânime.

A federação União Progressista já havia anunciado, em setembro do ano passado, um desembarque do governo Lula. A decisão amplia a estrutura política de Flávio, mas não altera o tempo de propaganda eleitoral.

Eduardo Leite sinaliza neutralidade
O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD-RS), indicou que não deverá apoiar nenhum presidenciável no segundo turno das eleições.

"Primeiro preciso discutir isso com o partido. Mas me inclino por não me manifestar", disse, em entrevista à Folha de S. Paulo.

Raquel Lyra (PSD-PE), reeleita governadora de Pernambuco, é outra que dá sinais de neutralidade e não deve apoiar nenhum candidato no segundo turno.