POLÍTICA

Lula critica privatizações e fala em recomprar refinaria

Presidente voltou a defender a atuação do Estado no setor de combustíveis durante agenda no Amapá

Por POLÍTICA JB
[email protected]

Publicado em 17/08/2026 às 18:38

Alterado em 17/08/2026 às 18:45

O presidente Lula Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) retomou as críticas às privatizações de empresas estatais ligadas ao setor de combustíveis. Durante visita ao Amapá nesta segunda-feira (17), ele afirmou que ainda sonha em recomprar uma refinaria vendida e questionou quais benefícios a população teria obtido com a privatização da BR Distribuidora e de unidades na Bahia e no Amazonas.

Lula tem feito recorrentes ataques ao processo de venda de ativos que antes eram controlados pela Petrobras. A BR Distribuidora, antiga subsidiária da estatal, foi privatizada no governo de Jair Bolsonaro e passou a se chamar Vibra Energia. O presidente também relacionou o tema à soberania nacional e ao papel do Estado no desenvolvimento econômico.

Debate sobre Petrobras, pesquisa e soberania

Em sua fala, Lula disse que a Petrobras não consegue se sustentar sem investimento em pesquisa e inovação. Segundo ele, o país precisa valorizar sua capacidade produtiva e evitar uma postura de dependência em setores estratégicos. O presidente ainda afirmou que há no Brasil pessoas com “complexo de vira-lata” ao tratar de temas ligados ao petróleo.

Ele defendeu que o Estado use seu poder de compra para estimular a produção nacional e ampliar a atividade econômica interna. A avaliação faz parte de uma linha de discurso que reforça a presença do governo em áreas consideradas estratégicas, especialmente energia e combustíveis.

Cláusula contratual e discussão sobre retorno estatal

Apesar das críticas às privatizações, o governo tem reiterado que respeitará a cláusula contratual que impede a Petrobras de concorrer com a Vibra até 2029. A limitação é vista como um dos principais obstáculos para qualquer mudança imediata na distribuição de combustíveis.

Em março, o então ministro da Casa Civil, Rui Costa, reconheceu a possibilidade de retorno da atuação estatal no setor, embora as conversas ainda estivessem em fase preliminar. A declaração reforçou que o tema continua em debate dentro do governo, mesmo sem decisão formal sobre novos passos.

Visita à Margem Equatorial

Lula esteve no navio-sonda da Petrobras na Margem Equatorial. A agenda reforçou a ligação entre a defesa da estatal e a estratégia do governo para o setor de petróleo, em meio às discussões sobre exploração, investimentos e papel do Estado na cadeia de combustíveis.(com informações da Agência Estado)

Deixe seu comentário