Brasileiros confiam mais em Lula do que em Flávio sobre tarifaço dos EUA
Pesquisa Genial/Quaest mostra vantagem do presidente nas versões sobre as tarifas americanas e efeito negativo para Flávio Bolsonaro
A nova rodada da Genial/Quaest mostra que os brasileiros passaram a concordar mais com a versão apresentada por Lula sobre o tarifaço imposto pelos Estados Unidos ao Brasil do que com as explicações defendidas por Flávio Bolsonaro. O levantamento indica que a percepção sobre o tema se consolidou nas últimas semanas e passou a favorecer o presidente.
Além de medir a opinião sobre as causas da medida, a pesquisa também captou reflexos políticos. Entre eleitores independentes, o apoio a Lula cresceu, enquanto a intenção de voto em Flávio Bolsonaro recuou em segmentos da direita, inclusive entre parte dos bolsonaristas.
O que diz a pesquisa sobre o tarifaço
De acordo com o estudo, 51% dos entrevistados acham que Flávio Bolsonaro pediu o novo tarifaço contra o Brasil, número quatro pontos acima do registrado em junho. Já 30% avaliam que o senador tentou demover Donald Trump da imposição das tarifas, ante 35% no mês anterior. Outros 19% não responderam.
Na leitura sobre o motivo da medida, 46% dizem que as novas tarifas são uma retaliação ao Pix, como afirma Lula. Esse índice subiu três pontos em relação à pesquisa anterior. Por outro lado, 33% veem o tarifaço como resposta do governo americano às declarações de Lula contra os Estados Unidos, interpretação associada a Flávio Bolsonaro e que perdeu apoio desde a última rodada.
Impacto político e avaliação sobre Flávio Bolsonaro
O levantamento também mostra desconfiança em relação à capacidade de Flávio Bolsonaro de influenciar a Casa Branca. Para 58% dos entrevistados, o senador não tem força para convencer Trump a rever a decisão; 34% acreditam que sim, e 8% não responderam.
A pesquisa foi feita entre os dias 10 e 13 de julho, com 2.004 entrevistas domiciliares, margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%. O registro no TSE é BR-07181/2026. A confirmação oficial do tarifaço pelos Estados Unidos ocorreu na noite de quarta-feira, 15. (com informações da Agência Estado)