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Lula e Haddad apostam no interior de SP para virar disputa contra Tarcísio

Petistas concentram a pré-campanha no interior paulista, com apoio de aliados e ofensiva sobre segurança pública e gestão estadual

Por POLÍTICA JB
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Publicado em 14/07/2026 às 06:09

Alterado em 14/07/2026 às 08:19

Lula e Haddad: foco em SP Foto: Ricardo Stuckert/PR

As pré-campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva e Fernando Haddad vão concentrar esforços no interior de São Paulo, área vista como decisiva para a disputa no maior colégio eleitoral do país. O objetivo é reduzir a vantagem da direita e tentar ampliar o alcance do palanque petista no estado.

Aposta no interior paulista

A estratégia combina a presença de Geraldo Alckmin e Márcio França, nomes com trajetória política em São Paulo, com a interlocução de Simone Tebet junto ao agronegócio e ao empresariado. A avaliação no entorno petista é de que essas lideranças podem abrir portas em regiões onde o PT enfrenta resistência histórica.

Para Haddad, avançar no interior é condição para tornar a disputa pelo governo paulista mais competitiva e aumentar as chances de chegar ao segundo turno. Para Lula, uma candidatura estadual mais forte ajuda a estruturar o palanque presidencial e a conter a influência bolsonarista no estado.

Segurança pública no centro da campanha

Além da presença de aliados, a pré-campanha pretende atacar temas considerados sensíveis na gestão de Tarcísio de Freitas, com destaque para a segurança pública. A leitura dos petistas é de que há uma forte sensação de insegurança entre os paulistas e de que esse tema pode ser usado para contrastar o governo estadual com a proposta de Haddad.

O ex-ministro decidiu colocar a segurança pública no centro da campanha e passou a ouvir especialistas ligados a diferentes correntes políticas, incluindo quadros com histórico no PSDB, além de policiais e delegados críticos à atual gestão. A ideia é transformar esse diagnóstico em comunicação de campanha e explorar o tema nas redes sociais e na propaganda eleitoral.

Críticas à gestão Tarcísio

A ofensiva petista também deve mirar a privatização da Sabesp, a expansão dos pedágios free flow e a relação do governo estadual com os prefeitos, especialmente no interior. Segundo aliados de Haddad, esses pontos podem gerar desgaste entre eleitores e gestores municipais.

Do outro lado, o governo Tarcísio afirma manter diálogo permanente com os 645 municípios e diz ter feito mais de 500 agendas desde 2023, além de repasses bilionários às prefeituras. A gestão também defende a desestatização da Sabesp e sustenta que o free flow moderniza a infraestrutura e melhora a fluidez do tráfego.

Desafio de virar o jogo

O tamanho do desafio aparece no resultado da eleição de 2022, quando Haddad venceu em apenas 79 municípios, contra 566 de Tarcísio. Além disso, PT e PSB juntos controlam só 14 prefeituras paulistas, enquanto partidos aliados do governador somam uma estrutura muito mais ampla no interior.

Especialistas avaliam que o diagnóstico da campanha está correto, mas ponderam que as medidas adotadas podem não ser suficientes para mudar rapidamente a correlação de forças. A disputa no interior continua sendo o principal obstáculo para o PT e, ao mesmo tempo, a chave para sustentar o projeto nacional de Lula em São Paulo. (com informações da Agência Estado)

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