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PF investiga Daniel Vorcaro por suposto ataque ao Banco Central

Apuração mira repasses a influenciadores, coação, monitoramento de jornalistas e possível uso de recursos do Banco Master

Por JB POLÍCIA
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Publicado em 11/07/2026 às 10:35

Alterado em 11/07/2026 às 10:37

Vorcaro na prisão: sem barba e com a Bíblia na mão Foto: reprodução de vídeo

A Polícia Federal investiga se Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, teria financiado influenciadores digitais com valores que podem chegar a R$ 2 milhões para atacar o Banco Central nas redes sociais. A suspeita faz parte da 10ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada na última quinta-feira (9), e busca esclarecer se houve uma atuação coordenada para desgastar a credibilidade da autoridade monetária.

A operação foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do STF, que determinou mandados de busca e apreensão em Brasília. O caso ganhou força após a decisão do próprio Banco Central, em novembro do ano passado, de liquidar o Banco Master, medida que agora aparece como pano de fundo da investigação.

O que é o ‘Projeto DV’

De acordo com os investigadores, Vorcaro teria usado dinheiro proveniente das fraudes atribuídas ao banco liquidado para bancar a campanha interna chamada de ‘Projeto DV’. A PF aponta ainda que influenciadores que recusaram participar teriam sido intimidados ou coagidos, o que amplia o alcance das suspeitas em torno da estrutura montada para a ofensiva nas redes.

Além disso, a apuração indica que jornalistas e pessoas ligadas a autoridades públicas teriam sido monitorados de forma ilegal. O objetivo, segundo a investigação, seria obter informações sigilosas e interferir em investigações criminais, o que pode caracterizar organização criminosa.

Thiago Miranda e a tentativa de obter informações

Após a nova fase do caso, a Polícia Federal também passou a mirar auxiliares de Vorcaro e de Thiago Miranda. Segundo apuração da CNN Brasil, Miranda foi alvo de busca e apreensão em endereços ligados a ele, enquanto a PGR pediu preservação imediata de dados para evitar a perda de provas digitais.

Entre os elementos citados está a troca de mensagens entre Miranda e Vorcaro sobre a busca de informações privadas da jornalista Malu Gaspar, numa tentativa de evitar novas reportagens sobre o Banco Master. Os dois ainda teriam cogitado contratar a jornalista, com oferta de salário de R$ 120 mil e luvas contratuais, embora não tenham encontrado elementos que a comprometesse.

Defesa nega irregularidades

A defesa de Thiago Miranda divulgou nota negando qualquer ilegalidade e afirmou que ele sempre atuou com legalidade, transparência e respeito às instituições. O advogado sustenta que a existência de uma investigação não autoriza juízo antecipado de culpa e diz que o investigado está à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos.

Os advogados também afirmam que adotarão as medidas jurídicas cabíveis para garantir o devido processo legal, a ampla defesa e a presunção de inocência. Até o momento, as apurações seguem em andamento e a Polícia Federal tenta aprofundar a análise sobre a possível rede de atuação em torno do Banco Master.

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