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Diretor da Polícia Civil de SP é citado por preso ligado ao PCC, informa PF

Fabio Pinheiro Lopes aparece em áudio sobre suposto recebimento de propina

Por POLÍCIA JB
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Publicado em 04/07/2026 às 09:20

Alterado em 04/07/2026 às 09:20

O delegado Fabio Pinheiro Lopes Foto: reprodução

A Polícia Federal deflagrou nesSa sexta-feira (3) a Operação Exchange para desarticular uma suposta organização criminosa especializada em lavagem de dinheiro do tráfico internacional de drogas. A Justiça determinou o bloqueio de bens, valores e criptoativos dos investigados até o limite de R$ 10,4 bilhões, além de mandados de prisão e busca em diferentes cidades de São Paulo.

Segundo a PF, o grupo usava um sistema estruturado para movimentar recursos por meio de transferências ilícitas de criptoativos, transporte de dinheiro em espécie, operações bancárias de alto valor e repasses entre pessoas físicas e jurídicas. Até a última atualização, sete pessoas haviam sido presas, enquanto outros investigados seguem foragidos.

Delegado citado em áudio interceptado

No inquérito, a PF mencionou o delegado Fabio Pinheiro Lopes, ex-diretor do Deic e atual diretor do Dope, após a identificação de um áudio interceptado. Na gravação, o advogado Romany Cutolo Bonente faz referência a um suposto pagamento de R$ 100 mil a “Fabio Caipira do DEIC”, apelido atribuído ao policial.

Os investigadores registraram que o episódio pode indicar possível prática de corrupção e defenderam aprofundamento das apurações. Mesmo assim, o delegado não é alvo da operação, não foi denunciado e não recebeu acusação formal no caso.

Defesa, histórico e apurações anteriores

Ao g1, Fabio Pinheiro Lopes afirmou que nunca conheceu os investigados, disse que não sabia quem era Romany Bonente e declarou que vai processar o advogado assim que for oficialmente informado. Ele também alegou que nunca foi alvo de apuração, inquérito ou procedimento da PF e registrou boletim de ocorrência por calúnia, difamação e tráfico de influência.

Em dezembro de 2024, o delegado já havia sido afastado do comando do Deic após ser citado na delação de Vinícius Gritzbach, assassinado no Aeroporto de Guarulhos. Depois, o Ministério Público de São Paulo arquivou a investigação por falta de provas, concluindo que as acusações de corrupção não foram confirmadas por outras evidências.

Quem é Victor Shimada e o que falta esclarecer

Entre os investigados está Victor Henrique de Oliveira Shimada, apontado pela PF como operador de um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao tráfico internacional. Ele também é citado em sanções impostas pelos Estados Unidos, que o descreveram como elo entre membros do PCC e traficantes internacionais, com suspeita de lavar dezenas de milhões de dólares por meio de criptomoedas.

A PF informou que as investigações continuam e que os envolvidos poderão responder, em tese, por associação criminosa, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e outros crimes que venham a ser identificados. A defesa de Shimada afirmou que ainda não teve acesso às decisões judiciais nem aos elementos que fundamentaram a operação. (com informações do G1)

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