JUSTIÇA
Campanha de Lula aponta favorecimento da Meta a Flávio Bolsonaro e pede cassação da chapa
Por JB JURÍDICO
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Publicado em 21/10/2026 às 19:22
Alterado em 21/10/2026 às 19:22
Presidente Lula Agência Brasil
A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva pretende acionar o Tribunal Superior Eleitoral contra a Meta, alegando que as plataformas da empresa teriam interferido na disputa presidencial. O pedido reúne relatos de tratamento desigual entre os candidatos e cita possíveis irregularidades em recursos usados para distribuição de conteúdo e publicidade.
Entre os pontos levantados pela coligação estão o bloqueio do impulsionamento do perfil @lulaoficial às vésperas do primeiro turno e um alcance médio de Reels quase três vezes maior para Flávio Bolsonaro, mesmo com menos seguidores. Para os autores da ação, esses dados indicam manipulação algorítmica e favorecimento indevido.
Irregularidades apontadas na ação
O processo também menciona a atuação da Meta AI, que teria gerado peças com “Vote 22” e recusado pedidos equivalentes com o número 13. Além disso, a campanha de Lula afirma que a empresa falhou no combate a uma rede de 255 perfis de conteúdo sintético e a 1.613 anúncios políticos pagos em moeda estrangeira.
A representação cita ainda impulsionamento de anúncios pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo entre os dias 7 e 9 e acusa a Meta de descumprir ordens judiciais. Pela legislação eleitoral, o pagamento de anúncios por pessoa jurídica é proibido.
Quem é alvo da representação
A ação pede a cassação da chapa encabeçada por Flávio Bolsonaro e também atinge o deputado federal Alfredo Gaspar, vice na composição, além do influenciador Pablo Marçal e do empresário Tallis Gomes, apontados como conselheiros da campanha. Marçal atua sobretudo nas redes sociais, enquanto Tallis faz articulações com empresários conservadores.
Nos últimos meses, a Meta já havia sido cobrada por falhas de moderação e problemas técnicos, embora negue qualquer intenção de favorecer Flávio Bolsonaro. Na mesma linha, a campanha petista divulgou um documento de especialistas independentes da ONU pedindo tratamento equânime aos candidatos e correção das falhas observadas.
Contexto da disputa eleitoral
O documento divulgado pelo QG de Lula alerta para o impacto do alcance nas redes sociais sobre a mobilização política e o debate público. O texto afirma que algoritmos, sistemas de IA e decisões de moderação não devem se tornar árbitros invisíveis da discussão eleitoral.
Na semana anterior, a campanha de Flávio Bolsonaro também havia pedido a cassação da chapa de Lula, sob a acusação de que estruturas sindicais estariam destinando recursos à campanha petista. Com isso, a disputa se amplia no campo jurídico e nas redes sociais, em meio a trocas de acusações entre os dois grupos políticos. (com informações da Agência Estado)