JUSTIÇA

Vorcaro é ouvido pela PF no caso Master

Depoimento ocorreu por videoconferência e integra a investigação sobre suspeita de corrupção e fraudes no Banco Master

Por JB JURÍDICO
[email protected]

Publicado em 28/08/2026 às 15:55

Alterado em 28/08/2026 às 18:41

Daniel Vorcaro Agência Brasil

O ex-banqueiro Daniel Vorcaro prestou depoimento à Polícia Federal nesta sexta-feira (28), em oitiva que durou cerca de quatro horas e foi realizada por videoconferência. Ele está preso na Papudinha, no Distrito Federal, e foi ouvido no inquérito que apura a conduta de dois ex-servidores do Banco Central suspeitos de receber propina para atuar a favor do Banco Master durante a supervisão da instituição.

Em nota, a defesa afirmou que esta foi a primeira oportunidade de Vorcaro se manifestar sobre as investigações do caso Master e responder às suspeitas levantadas contra ele. Os advogados disseram que ele respondeu aos questionamentos de forma clara e consistente e que não houve qualquer ato de corrupção envolvendo os servidores citados na apuração.

Possibilidade de delação premiada

A defesa também informou que Vorcaro está disposto a discutir a assinatura de um acordo de delação premiada, proposta que já teria sido rejeitada duas vezes pela Polícia Federal. Segundo os advogados, o ex-banqueiro demonstrou abertura para prestar esclarecimentos mais amplos, desde que tenha garantida a possibilidade de colaborar de forma efetiva com os investigadores.

Do lado da apuração, a avaliação é de que o depoimento não trouxe novidades em relação ao material já apreendido. Investigadores entendem, ainda, que Vorcaro não assumiu a prática de crimes durante a oitiva, mantendo o caso em fase de análise de provas e de cruzamento de informações já reunidas pela PF.

Operação Compliance Zero e o caso Banco Master

Vorcaro é alvo da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que investiga fraudes financeiras no Banco Master e a tentativa de compra da instituição pelo Banco Regional de Brasília, o BRB, banco público ligado ao Governo do Distrito Federal. A operação apura suspeitas de irregularidades que teriam causado rombo de até R$ 47 bilhões ao Fundo Garantidor de Créditos, responsável pelo ressarcimento a investidores.

A investigação segue em andamento e envolve não apenas a situação do banco, mas também a atuação de ex-servidores e possíveis benefícios indevidos em decisões ligadas à supervisão do sistema financeiro. O avanço do inquérito deve depender das próximas diligências da PF e da análise do conjunto de provas já coletado no caso.(com informações da Agência Brasil)

Deixe seu comentário