JUSTIÇA
Flavio Dino autoriza PF a acessar dados de investigação sobre produtora ligada a filme de Bolsonaro
Por JB JURÍDICO
[email protected]
Publicado em 24/08/2026 às 17:23
Alterado em 24/08/2026 às 19:27
Ministro Flavio Dino Agência Brasil
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta segunda-feira (24) que a Polícia Federal tenha acesso aos dados de uma investigação que envolve a produtora audiovisual Go Up Entertainment, responsável pelas gravações do filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. A decisão atende a um pedido da corporação para consultar informações reunidas em uma operação da Polícia Civil de São Paulo.
O material solicitado pela PF faz parte de uma apuração sobre contratos da produtora com a prefeitura de São Paulo. O caso passou a ser analisado no STF em meio a suspeitas relacionadas ao envio de emendas parlamentares ao Instituto Conhecer Brasil, entidade apontada como ligada à produtora.
Emendas e suspeita de desvio de finalidade
Segundo a investigação, os repasses teriam sido feitos por meio de emendas do deputado federal Mario Frias (PL-SP). O inquérito apura um possível desvio de finalidade na destinação de R$ 2 milhões ao instituto, tema que ganhou relevância após Dino se tornar relator do caso.
A representação que levou o assunto ao Supremo foi apresentada pela deputada Tabata Amaral (PSB-SP). Com isso, a apuração passou a envolver diferentes frentes, desde a origem dos recursos até a relação entre a entidade beneficiada e a produtora responsável pelo filme.
Filme de Bolsonaro também entrou na mira
A cinebiografia de Bolsonaro voltou ao centro das atenções depois de o site The Intercept revelar que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pediu dinheiro ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro para financiar as gravações. Após a divulgação da conversa, ocorrida em novembro do ano passado, o senador negou qualquer combinação de vantagem indevida com Vorcaro.
Na ocasião, Flávio Bolsonaro afirmou que os recursos mencionados eram privados. A nova etapa da investigação amplia o interesse sobre a produção do filme e sobre os repasses ligados ao instituto, agora sob análise de autoridades federais e do Supremo Tribunal Federal. (com informações da Agência Brasil)