JUSTIÇA

STF cobra explicações sobre penduricalhos em sete tribunais

Ministros do Supremo deram prazo de dois dias para que presidentes de TJs apresentem dados detalhados sobre pagamentos suspeitos, sob risco de afastamento

Por JB JURÍDICO
[email protected]

Publicado em 06/07/2026 às 18:25

Plenário do STF Agência Brasil

Os ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Flávio Dino determinaram que os presidentes dos Tribunais de Justiça do Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e Rondônia prestem informações detalhadas, em até dois dias, sobre pagamentos de penduricalhos supostamente irregulares. A medida prevê a possibilidade de afastamento das diretorias caso haja descumprimento da ordem.

Segundo a reportagem citada na decisão, essas unidades teriam violado o entendimento do Supremo que limitou os pagamentos de verbas remuneratórias e indenizatórias a até 70% do teto do funcionalismo público, valor equivalente a cerca de R$ 78 mil. Os despachos enviados pelos ministros foram semelhantes, mas Flávio Dino destacou de forma mais explícita a possibilidade de responsabilização dos dirigentes.

Limite do STF e suspeita de descumprimento

Dino afirmou que eventual descumprimento das determinações do Supremo pode levar ao afastamento do cargo e à responsabilização penal, civil e disciplinar. Moraes e Zanin também alertaram para a possibilidade de afastamento, caso as informações não sejam apresentadas dentro do prazo exigido.

As cortes citadas teriam pago valores acima de R$ 400 mil a alguns juízes em maio, o que reforçou a cobrança por transparência. Moraes quer que os tribunais informem, de forma individualizada, os valores pagos a magistrados da ativa e aposentados, além de pensionistas, nos meses de abril, maio, junho e julho.

Detalhamento dos pagamentos e nova frente de apuração

As chefias dos tribunais terão de apresentar comprovantes dos pagamentos realizados, permitindo a conferência dos valores e das rubricas incluídas nos repasses. A exigência busca verificar se houve, de fato, burla às restrições estabelecidas pelo Supremo para conter pagamentos acima do teto.

Em paralelo, o corregedor nacional de Justiça, Mauro Campbell, autorizou tribunais de todo o país a pagarem valores retroativos do Adicional por Tempo de Serviço (ATS). A decisão, porém, foi tomada antes de o STF concluir o julgamento sobre o tema e quando esse tipo de medida ainda estava proibido, o que ampliou as críticas e o debate sobre os limites dos pagamentos no Judiciário. (com informações da Agência Estado)

Deixe seu comentário