E depois do chororô do 'histórico de atleta', Alexandre de Moraes decide manter Bolsonaro em prisão domiciliar

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Por INFORME JB

Bolsonaro: presidiário chorão

Nas redes sociais, a crueldade dos bolsonaristas para com o presidente Lula mereceria, se é que ainda não mereceu, uma análise sociológica profunda. É tanta gente desejando que o avião do Lula caia, que o "cachaceiro" morra disso ou daquilo, que a leitura diária de tantos impropérios chega causar ânsia de vômito até em não eleitores do petista.

Mas o que causa curiosidade é o fato de que o "cachaceiro" ficou preso 580 dias na Polícia Federal, e nunca se viu um chororô tão intenso quanto este que se assiste desde que o Bolsonaro, que tem "histórico de atleta", foi condenado à prisão.

É um tal de filho postar que Bolsonaro "está muito doente", "passando muito mal", "com crises de soluços que não cessam" etc... Tudo para manter o machão dentro da casa com piscina alugada com dinheiro do fundo eleitoral do PL.

Agora chega a notícia de que o ministro Alexandre de Moraes embarcou na mesma canoa: decidiu manter o chorão em casa, na mamata.

Com a medida, o ex-presidente seguirá monitorado por tornozeleira eletrônica e só poderá receber visitas com autorização do relator do caso. Balela! Quem garante que os recados (ou os bilhetes) não saem da casa por meio dos filhos e advogados?

Bolsonaro também continua proibido de usar celular e acessar redes sociais, inclusive por intermédio de terceiros, além de gravar vídeos para a internet. A segurança da residência será reforçada por agentes da Polícia Militar do Distrito Federal, com o objetivo de evitar tentativa de fuga.

Armas apreendidas e prazo para a defesa

Moraes também suspendeu o porte de arma do presidiário e determinou a apreensão de dez pistolas e espingardas registradas em nome do ex-presidente. A defesa terá 48 horas para entregar o armamento à Polícia Federal. O ministro levou em conta a repercussão do caso da arma apreendida com um dos seguranças particulares do ex-presidente.

Apesar de a Polícia Civil do Distrito Federal não ter indiciado Bolsonaro, sob o entendimento de que a arma estava legalizada e que ele não cometeu crime, Moraes concluiu que o armamento deve ser recolhido. Ele destacou ainda que o descumprimento das regras da prisão domiciliar humanitária temporária ou de qualquer outra cautelar poderá levar ao retorno imediato ao regime fechado.

Sem falta grave e sem prazo final definido

Moraes também afirmou - quem diria - que Bolsonaro não cometeu falta grave relacionada à arma apreendida com seu segurança particular. Segundo o ministro, não há fatores impeditivos que justifiquem a revogação da prisão domiciliar com base nesse episódio. Deve ter se "esquecido" o nobre ministro que a lei determina que gente inidônea não pode portar armas de fogo.

Condenado a 27 anos e 3 meses no processo da trama golpista, Bolsonaro cumpre a medida após ter passado por cirurgia e se recuperar de uma pneumonia bacteriana. Quantos presidiários você acha que, neste momento, não estão tomando antibiótico nas celas dos presídios Brasil afora, ou morrendo à míngua, sofrendo com a mesma doença?

O prazo anterior de 90 dias terminou em 25 de maio, e Moraes não fixou uma nova data para o fim da prisão domiciliar.

Maldito contrato com Vorcaro!