INFORME JB
Às vésperas da delação de Cid, Michelle chora na igreja e fala em 'perseguição cristã'
Por Gabriel Mansur
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Publicado em 09/09/2023 às 12:49
Alterado em 09/09/2023 às 13:05
Michelle Bolsonaro Foto: Reprodução
Como diz o ditado: Michelle Bolsonaro "sentiu a água bater na b...". Nesta quinta-feira (7), diante da proposta de delação premiada feita por Mauro Cid, que viria a se confirmar neste sábado (9), a ex-primeira-dama viralizou nas redes ao chorar em um vídeo em que aponta "perseguição cristã" e "injustiça". A cena ocorreu durante um culto realizado em Brasília, no feriado de Sete de Setembro.
Michelle, que também é investigada no caso das joias sauditas apropriadas e vendidas indevidamente nos Estados Unidos, subiu ao altar da igreja para orar com os presentes, em lágrimas e coberta com a bandeira do Brasil nas costas, após saber que o ex-ajudante de ordens e braço direito de seu marido sinalizou a intenção de jogar todos os supostos crimes que cometeu a mando do ex-patrão no ventilador.
"(...) Primeira vez que eu olhei a bandeira do Brasil cair no chão, porque é tão vivo, é tão forte. Mas, amados, a gente não pode perder a esperança. Nossa esperança está em Cristo Jesus. Eles vão nos atacar. O Senhor não nos prometeu que seria fácil. O Senhor falou que nós seríamos perseguidos. Todos aqueles que tivessem Cristo como o Senhor salvador seriam perseguidos. E nós estamos sendo perseguidos e injustiçados, mas eu sei em quem eu tenho crido", discursou, sob lágrimas.
Toc, toc, toc para a atriz.
— Joice Hasselmann (@joicehasselmann) September 9, 2023
Lá vem Michelle canastrona.#joias #michelle pic.twitter.com/SlWi4gTaLs
Michelle, que é presidente do PL Mulher, foi ao evento na companhia do ex-presidente e de aliados. Ao lado do casal na primeira fila estavam o senador Magno Malta (PL-ES) e os deputados Marco Feliciano (PL-SP) e Helio Lopes (PL-RJ), que compartilharam registros da celebração nas redes.
TCU também na cola
A situação do ex-presidente Jair Bolsonaro está cada vez mais complicada. Além da delação premiada, que foi homologada pelo ministro Alexandre de Moraes neste sábado, uma auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) revela que ele se apropriou indevidamente de nada mais nada menos do que 118 presentes que pertencem a União - e não a ele - enquanto ocupou o Palácio do Planalto.
O documento da Corte de Contas foi divulgado nesta sexta-feira (8) e é uma resposta ao pedido feito pela deputada federal Luciene Cavalcanti (Psol-SP), no dia 15 de março. Na ocasião, a parlamentar pediu ao TCU que realizasse uma auditoria em todo o acervo pessoal do ex-presidente de extrema direita.
À época, Luciene apontou que Bolsonaro não havia declarado os bens desse acervo pessoal à Justiça Eleitoral. Na petição que apresentou ao TCU, a deputada sinalizou a discrepância na declaração do ex-presidente.
"O patrimônio pessoal declarado para a Justiça Eleitoral no ano de 2018 equivale a R$ 2.286.779,48, enquanto a declaração para o ano de 2022 equivale a R$ 2.317.554,73, uma diferença de apenas R$30.775,25, muito aquém do valor das jóias que constou de seu acervo particular", afirmou.
Com Revista Fórum