Motoristas cadastrados nas categorias Black e Comfort do aplicativo Uber tiveram que acatar novas exigências após a plataforma adotar novas regras para este ano. No caso, oito modelos de carros deixaram de ser aceitos nessas categorias do aplicativo.
De acordo com a empresa, a mudança foi realizada com o objetivo de “elevar” as categorias consideradas “premium” da plataforma. Com isso, eles pretendem modernizar a frota de colaboradores e impedir que modelos “antigos” atuem nas categorias mais caras.
Quais foram as mudanças?
As mudanças afetam apenas os serviços Black e Comfort, que tiveram suas frotas “renovadas”.
Comfort
Essa é a categoria “intermediária” do aplicativo. Esse serviço oferece carros mais novos e espaçosos que a modalidade normal, mas sem a exigência de ser um veículo “de luxo”.
A mudança é que a plataforma deixará de aceitar o veículo do modelo Renault Logan. No entanto, o modelo só será excluído da categoria no dia 6 de junho deste ano, até lá, os motoristas podem continuar operando com esse veículo na Comfort.
Black
A categoria de luxo do aplicativo, o Uber Black foca na contratação de motoristas com alta avaliação e com espaçosos carros de luxo como sedãs e SUVs. Os veículos também devem seguir critérios rigorosos de idade e geralmente devem ser modelos mais novos.
Devido às regras rígidas sobre a idade do veículo, sete modelos de carro deixaram de ser aceitos na categoria; são eles:
- Renault Kardin;
- Caoa Chery Tiggo 3x;
- Peugeot e-2008;
- Citroën Basalt;
- Hyundai Kona Híbrido;
- JAC Motors iEV40;
- JAC Motors J3 Turim.
Diferente do Renault Logan, que deixa de ser aceito na categoria Comfort em junho deste ano, esses modelos já passaram a ser proibidos no serviço Black desde janeiro deste ano.
Motoristas por aplicativo reagiram mal à mudança
Alguns motoristas que atuam no aplicativo criticaram a mudança e disseram terem sido pegos de surpresa pela notícia. A maioria comentou que o investimento para se manter como motorista na categoria Black em especial passou a ser arriscado por medo de exclusão.
Um desses foi Douglas Silva, motorista que atua no Rio de Janeiro, disse que comprou um Citroën Basalt para servir tanto como transporte familiar quanto no trabalho.
No entanto, com a mudança, o motorista ficou abalado que não conseguiria mais usar o veículo para o serviço. Douglas havia comprado o carro em junho de 2025, logo não podia mais devolver o veículo e pedir reembolso.
Enquanto isso, Douglas relatou ainda que outros colegas que estavam comprando carros do mesmo modelo para atuar no Black, desistiram da compra ou reembolsaram os veículos.
“Uns conseguiram desfazer o negócio a tempo, mas outros, como eu, que comprei o carro há três meses… Paguei só três parcelas do financiamento e ainda faltam mais 45”, lamentou Silva.





