O piso salarial do Estado de São Paulo vai subir para R$ 1.874,36. A Assembleia Legislativa paulista aprovou, por unanimidade, o Projeto de Lei (PL) do governo estadual que reajusta o salário mínimo regional. O texto segue agora para a sanção do governador Tarcísio de Freitas antes de entrar em vigor.
O novo valor representa um acréscimo de R$ 70,36 em relação ao piso atual e supera em R$ 253 o salário mínimo federal, fixado em R$ 1.621. Na prática, o piso paulista fica 15,6% acima do piso nacional.
O reajuste foi calculado com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado em 2025, que ficou em 3,9%. Segundo o governo do estado, o objetivo é preservar o poder de compra dos trabalhadores de menor renda.
Quem recebe o novo piso?
Mais de 70 categorias profissionais passam a ter o novo valor como referência salarial. O benefício alcança trabalhadores que não possuem piso definido por lei federal, por acordo sindical ou por convenção coletiva.
Entre os grupos contemplados estão empregados domésticos, cuidadores de idosos e de pessoas com deficiência, pescadores, motoboys e serventes.
Alta acumulada em 42% desde 2022
Desde 2022, quando o piso estadual era de R$ 1.284, o salário mínimo paulista acumula uma valorização nominal de 46%. Em quatro anos, o ganho chega a R$ 590.
O crescimento supera tanto a inflação do período quanto o avanço do piso nacional. O INPC acumulado entre 2022 e 2026 ficou em 19,5%, menos da metade da alta registrada no piso paulista. Já o salário mínimo federal cresceu 33,7% no mesmo período.
Servidores públicos também têm reajuste
Na mesma sessão, os deputados aprovaram um abono complementar para servidores estaduais. A medida garante que nenhum servidor receba abaixo do novo piso paulista, independentemente do regime de trabalho.
Os valores mínimos ficam assim estabelecidos:
- Jornada completa: R$ 1.874,36
- Jornada comum: R$ 1.405,77
- Jornada parcial: R$ 937,18
O complemento será pago sempre que a remuneração global do servidor ficar abaixo desses limites. Segundo estimativas apresentadas durante a votação, cerca de 89 mil servidores ativos, aposentados e pensionistas devem ser beneficiados.
Outros estados também têm piso regional
São Paulo não é o único estado com salário mínimo próprio. Rio de Janeiro, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul também adotam pisos regionais superiores aos nacionais para categorias específicas.
Santa Catarina aprovou recentemente o maior piso salarial entre os estados, com valores que chegam a R$ 2.106, dependendo da categoria, consolidando a segunda maior referência salarial regional do país.





