O ex-presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, é considerado uma das pessoas mais emblemáticas dentro da política do clube. Mandatário do clube entre outubro de 2007 a fevereiro de 2012, Sanchez foi um dos responsáveis por reerguer o clube da Série B do Campeonato Brasileiro para as conquistas de Copa do Brasil de 2009, Campeonato Brasileiro de 2011 e participação na montagem do elenco campeão da Copa Libertadores da América e do Mundial de Clubes de 2012.
Nesta segunda-feira (25), o ex-presidente corintiano foi expulso do quadro social do clube em votação realizada no Conselho Deliberativo, no Parque São Jorge. A principal motivação pela exclusão de Andrés Sanchez está relacionada ao uso do cartão corporativo do Timão para fins de natureza pessoal.
De acordo com o Ministério Público de São Paulo, Andrés Sanchez utilizou R$ 480.169,60 indevidamente entre agosto de 2018 e fevereiro de 2021, durante sua segunda passagem como presidente do Corinthians. Entre as principais despesas registradas pelo órgão, estão aquisição de dois relógios de luxo; compras no duty free, em lojas de roupas, em farmácias e em frigoríficos; atendimento em hospital; exames em laboratório de análises clínicas; serviços de barbearia; refeições em churrascaria e outros restaurantes. Também foi registrado um passeio de barco no Rio Grande do Norte, onde o ex-presidente passava as viradas de ano com sua família.
Segundo informações apuradas pelo portal Globo Esporte, o Corinthians possui 284 conselheiros, sendo 84 vitalícios e 200 trienais. Dos 167 integrantes do conselho presentes no escrutínio, 112 votaram pelo desligamento de Sanchez no quadro social; 49 votaram pela permanência e 6 se abstiveram. Houve uma participação de 58,8% dos dirigentes corintianos.
Torcedores do Corinthians marcaram presença na votação
Enquanto a votação acontecia dentro do Parque São Jorge, do lado de fora vários torcedores corintianos ficaram aguardando a definição. Membros das principais torcidas organizadas do clube compareceram com bandeirões, faixas e rojões.
Pela manhã, partidários do ex-presidente estenderam faixas de protesto, defendendo o legado histórico que Andrés Sanchez deixou no clube em suas duas passagens como presidente.





