Um dos empresários mais ricos do Brasil também está por trás de uma das embarcações mais sofisticadas já produzidas pela indústria naval europeia. Trata-se de Jorge Paulo Lemann, figura constante na lista da Forbes devido ao seu patrimônio líquido de R$ 88 bilhões, segundo levantamento realizado em 2025, é proprietário de um megaiate construído na Holanda que combina características de exploração oceânica com padrão elevado de luxo.
O modelo, batizado de Anawa, foi desenvolvido pelo estaleiro Damen Shipyards e se destaca por integrar uma linha específica de embarcações voltadas para longas expedições em alto-mar.

O que torna esse iate um dos maiores da Holanda
O Anawa pertence à categoria de superiates exploradores, um segmento que une autonomia de navegação com estrutura de alto padrão. Com cerca de 62 metros de comprimento, o iate foi o primeiro da linha Seaxplorer 62, desenvolvida justamente para operações em regiões remotas, sem abrir mão de conforto interno.
Isso significa que a embarcação não foi projetada apenas para lazer em áreas costeiras, mas para viagens de longa duração, com capacidade de enfrentar diferentes condições marítimas.
Por que “iate explorador”?
Diferente de modelos tradicionais, o Anawa segue uma lógica híbrida entre luxo e funcionalidade. A embarcação é estruturada com casco reforçado para navegação em ambientes mais extremos, maior capacidade de armazenamento e autonomia estendida no mar.
No caso do iate de Lemann, a autonomia pode chegar a cerca de 30 dias sem necessidade de reabastecimento, o que amplia significativamente o alcance das viagens, ou seja, o modelo não é apenas um ativo de lazer, mas também uma plataforma de exploração marítima.
Estrutura interna e recursos do megaiate
Além da capacidade técnica, o Anawa incorpora elementos típicos de embarcações de alto luxo. Entre os principais recursos estão:
- Heliponto com certificação completa
- Hangar para aeronaves
- Áreas dedicadas a mergulho
- Múltiplos espaços de armazenamento
Essa combinação cria um ambiente que funciona como uma “base móvel”, permitindo operações recreativas e expedições com alto nível de independência.
Valor e custo de manutenção
O investimento necessário para um projeto desse porte é elevado e vai além da aquisição. O iate foi avaliado em aproximadamente US$ 100 milhões (cerca de R$ 500 milhões), posicionando-se entre os ativos de maior valor no segmento náutico brasileiro.
Além disso, o custo anual de manutenção pode ultrapassar R$ 30 milhões, considerando despesas com tripulação, combustível, seguros e suporte técnico. Isso mostra que a operação de um megaiate envolve uma estrutura contínua, não apenas um investimento inicial.





