O Exército Brasileiro anunciou que irá deixar 1/5 de todas as tropas militares do país em alerta máximo para o caso de acontecer uma terceira guerra mundial. Segundo fontes do exército, cinco das 25 brigadas atualmente ativas já devem ser definidas como a vanguarda militar, assumindo as linhas de frente em caso de envolvimento do Brasil em guerra.
As Forças Armadas fizeram essa definição devido a preocupações sobre as crescentes tensões na geopolítica internacional, como a guerra entre Rússia e Ucrânia e os conflitos no Oriente Médio envolvendo Israel, Irã e os Estados Unidos.
Que preparativos são esses e quais são as brigadas?
Os preparativos têm o objetivo de garantir a segurança do país em meio ao cenário internacional turbulento. Algumas das principais medidas é a modernização das Forças Armadas, com investimentos em equipamentos novos e modernos como drones de reconhecimento e novos recursos para armas de artilharia.
Duas dessas medidas são o projeto ASTROS-FOGOS, que visa focar recursos em armas de artilharia, como mísseis balísticos, para confrontos diretos. Além dos investimentos bélicos, o Exército também concentra recursos em equipamentos de reconhecimento com o projeto EVAAT-GCN, que garante novos drones para coleta de dados em tempo real.
Segundo informações do Exército Brasileiro, cinco dos 25 batalhões ativos no país devem compor a linha de frente e receberão a maior parte desses recursos, são eles:
- Brigada Paraquedista, na capital do Rio de Janeiro
- Brigada Aeromóvel, em Caçapava (SP)
- Brigada de Infantaria de Selva, em Marabá (PA)
- Brigada de Infantaria Mecanizada, em Campinas (SP)
- Brigada de Cavalaria Blindada, em Ponta Grossa (PR)
Riscos de fora
O comunicado do Exército vem em meio a um momento de turbulência no cenário mundial devido às guerras que vêm acontecendo na Ásia e no leste europeu.
No caso, os principais conflitos são a tentativa de expansão russa contra a Ucrânia, que iniciou uma guerra entre os países em 2022 e perdura até hoje. O outro conflito é dos EUA e Israel contra grupos terroristas alojados no Oriente Médio, o que escalou em conflitos bélicos abertos em países como a Palestina e em uma guerra oficial dos dois países contra o Irã.





