Página virada

Vivemos um novo panorama governamental. De renovação, mudanças de atitudes, ações e métodos de trabalho. Quando, amparado pela Constituição Federal, o presidente Michel Temer, assumiu a responsabilidade de governar o país nos próximos dois anos e meio, precisou optar entre dois caminhos.

Poderia escolher o caminho mais cômodo, usando múltiplos instrumentos governamentais e empurrar para baixo do tapete os graves problemas econômicos herdados do governo afastado por crime de responsabilidade. Trilhar irresponsavelmente a trajetória da popularidade fácil, manipulando as contas públicas, administrando déficits orçamentários gigantescos, baixando artificialmente as taxas de juros, se apoiando no aumento sem lastro dos fundamentais programas sociais, deixando de lado o combate à inflação e postergando as reformas ditas impopulares.

Em contraponto à esse estelionato populista, o outro caminho seria o das medidas tidas como duras, sem as quais não sairemos do buraco que o governo passado nos colocou. Combater a inflação, conter os gastos na administração pública e ter a coragem para debater as reformas. Isso requer ousadia.

O caminho ousado foi o escolhido por Michel Temer, que inscreve com dignidade o seu nome na história. Com uma gestão firme, transparente e de diálogo, em pouco tempo pretende corrigir as distorções econômicas e sociais, que marcaram profundamente os brasileiros.

No novo estilo de governar, o diálogo com o Congresso, voltou a fluir. Não vivemos em um país autoritário, a interlocução entre os poderes tem que ser coesa e transparente. Para o país avançar é preciso apontar suas prioridades e debater com os legisladores. A base precisa estar unificada e a oposição cumprir seu papel nos limites da razoabilidade.

O presidente encontrou um Brasil com mais de 12 milhões de desempregados, inflação fora do controle, déficit de R$ 170 bilhões nas contas públicas, incapacidade de o estado concluir as obras iniciadas e excesso de cargos de confiança usados na militância política partidária, em um claro aparelhamento da máquina pública.

O Brasil já sinaliza recuperação. No realismo de volta às contas, o governo propôs mudanças na meta fiscal; apresentou a PEC que limita os gastos públicos, respeitando os necessários investimentos em saúde e educação; revisou a projeção do PIB de 2017; cortou mais de 4 mil cargos em comissão; e sancionou a Lei de Responsabilidade das Estatais.

A Reforma Previdenciária também precisa de amplo debate. Com diálogo, será possível garantir a sua manutenção financeira, proporcionando maior segurança aos trabalhadores, com a manutenção dos diretos já adquiridos.

Quanto aos programas sociais, a intenção é manter os existentes, promover melhorias e expansão como no reajuste de 12,5% no Bolsa Família; ampliação do Programa Minha Casa, Minha Vida; criação do Programa Cheque-Reforma; mais recursos para a educação, além da oferta de mais de 75 mil vagas para o Fies em 2016.

A escolha está feita. Vamos enfrentar as dificuldades e propor um novo rumo. Para isso, é necessário que saibamos que no governo não há dilema, encruzilhada ou espaço para os caminhos populistas, mas, para ações responsáveis e para as reformas.

Isso tudo exige coragem, renúncia, desprendimento, mais ação, menos descaso e sobretudo amor ao Brasil e compromisso com o futuro. Esse é o caminho.

* Ministro-chefe da Secretaria de Governo

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