A direção das mudanças

Antigamente era trivial haver diante das pessoas um único caminho em linha reta desde a infância. Vivia-se um dia atrás do outro. Por que haveria alguém de fazer um esforço além das exigências do momento?

A direção das mudanças continuou a mesma por longos períodos da história da humanidade.  Porém, paulatinamente, um número cada vez maior de pessoas passou a viver numa crescente dependência mútua, ao mesmo tempo em que cada pessoa foi-se diferenciando das demais pessoas.

Hoje as pessoas não podem simplesmente saber, elas têm de aprender que organizações criar e manter para lidar com o problema da integração. A cada transição de uma forma menos populosa e complexa da organização para uma forma mais populosa e complexa, a posição de cada pessoa isolada em relação à unidade que todas compõem juntas modifica-se, profunda e substantivamente. 

A extensão e o padrão de individualização diferem conforme a estrutura e a distribuição de poder existente na organização. Quanto maior for a margem de diferenciação nas experiências gravadas na memória das pessoas no transcurso desse processo, maior será a probabilidade de individualização. 

No cenário de constante mudança para as organizações, a inovação tem-se tornado importante vantagem competitiva. Para garantir processos e produtos inovadores com rapidez, as empresas adotaram a gestão de projetos por ser um instrumento que representa níveis crescentes de qualidade.

Para aquelas organizações que estão constantemente envolvidas com novos projetos e que têm problemas em cada um deles, desde a fase inicial até o encerramento, nada mais recomendável que estabelecer metodologia para identificar erros, acertos, fatores determinantes de sucesso ou fracasso.

O gerenciamento de projetos está presente em todas as áreas e é um instrumento que vai além do plano interno das organizações, uma vez que o mercado exige cada vez mais organizações que estejam em sintonia com a necessidade das inovações, tanto em produtos como em processos e serviços.

Os projetos são grandes fontes de conhecimentos, pois abrigam uma combinação única de pessoas e tendem a acontecer uma única vez. As organizações que se preocupam em disseminar o conhecimento adquirido nesses projetos tendem a obter ganhos no início de novos projetos, por meio das práticas adquiridas, evitando erros já ocorridos no passado e reutilizando melhores práticas.

Como desafio principal do atual contexto dos negócios, não é o gigantesco conjunto do conhecimento potencial representado pela articulação da massa de informações disponíveis, e sim a ação efetiva obtida por meio do conhecimento pragmaticamente gerado e assimilado pelas pessoas.

Consiste em favorecer a emergência espontânea de redes de conhecimento, por meio da criação de condições ambientais adequadas na organização. Compõe essas condições ambientais adequadas o desenvolvimento constante de lideranças que atuem sistematicamente como modelos, catalisando, por meio do seu próprio exemplo, a apropriada emergência de redes de conhecimento descentralizadas.

* Engenheiro

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