O descaso de alguns políticos

Mais uma vez, aparece em destaque, no site da Câmara dos Deputados, o clamor da população por iniciativas que empoderam a sociedade. Especialmente contra a opressão do Estado no tocante à supressão de um direito constitucional: o da legítima defesa.

Através do Fale conosco, canal de comunicação da Câmara, a sociedade brasileira se manifestou sobre o PL 3.722/2012, que disciplina as normas sobre aquisição, posse, porte e circulação de armas de fogo e munições. Mais de 14 mil pessoas ligaram e solicitaram a votação desta proposição. Ela aparece em segundo lugar no ranking das cinco proposições com mais manifestações de 8 a 12 de setembro.

A Câmara também promove enquetes onde o povo pode votar sobre temas de relevância nacional. Com mais de 130 mil votos, aparece a revogação do Estatuto do Desarmamento, que pune com uma burocracia acachapante o cidadão de bem que deseja possuir uma arma e esquece do bandido, que encontra facilmente o armamento ilegal que deseja.

Os números falam por si. E são acompanhados pelos votos de cerca de 60 milhões de brasileiros que votaram no referendo realizado em 2005 contra a proibição da comercialização de arma de fogo e munição em todo o território nacional.

Ora exposto, e abastecido pelo levante popular ocorrido em junho de 2013, cabe perguntar: não cabe ao parlamentar representar o anseio da população? A menos de um mês das eleições, a resposta a essa pergunta não parece animadora.

 

*Bene Barbosa, bacharel em direito, é especialista em segurança pública e presidente da ONG Movimento Viva Brasil.