A estratégia de redução do IPI foi vitoriosa 

A decisão do governo federal em reduzir o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) a fim de evitar o desaquecimento do setor automobilístico nacional deu resultado favorável. As vendas de autoveículos em agosto de 2012 registou recorde ao licenciar 420.101 unidades no mercado doméstico, superando os 381.600 autoveículos comercializados em dezembro de 2010. 

Não fosse o benefício do IPI, seria quase impossível atingir o volume de vendas contabilizado. Basta comparar o segundo quadrimestre de 2012 com o ano anterior, para concluir que as vendas vinham declinando (ver quadro abaixo). É preciso, no entanto, considerar que o bom desempenho do setor automobilístico brasileiro não pode ser creditado apenas ao benefício do IPI. Tão ou mais importante foi a redução das taxas de juros e o aumento da penetração do Bando do Brasil e da Caixa Econômica Federal no financiamento de veículos.

Quando o governo decidiu pela redução do IPI, a inadimplência de financiamento de veículos estava nas alturas, e os agentes financeiros restringiam concessão de novos créditos. O adiamento do IPI por mais dois meses irá seguramente ajudar a manter o setor aquecido, pelo menos até o final do ano. Até o dia 31/10/2012, a redução de alíquota está garantida. Depois disso virão os dois últimos meses do ano que costumeiramente são bons para vendas de autos, pois há décimo terceiro salário e o desejo de muitos em comemorar as festas de final de ano com carro novo.

* Evaldo Costa, escritor, é conferencista e diretor do Instituto das Concessionárias do Brasil.