A política do Rio 

À medida que os meios de comunicação chegam cada vez mais à população, a internet integrou a mocidade na informação de caráter jornalístico e informativo, a sociedade acompanha, queira ou não, os acontecimentos políticos. Com isso, a coerência passa a ser observada com maior rigor.

Estamos em um ano eleitoral, importante por definir o futuro dos municípios e, no caso do Rio, muitos de significado político e econômico. Essa eleição ainda ajudará a compor o quadro da sucessão estadual em 2014. Todos os passos têm um significado para o futuro do estado, dos projetos em andamento, dos eventos da repercussão da Copa, Olimpíada, 450 anos da cidade do Rio de Janeiro. Além da definição da questão do petróleo e do porto em construção no norte do estado, entre outros.

Na capital, a candidatura à reeleição do prefeito Eduardo Paes congrega uma ampla coligação. Sua gestão tem sido aprovada, e pelas obras em andamento entrarão para a história, como entraram as de Pereira Passos, Carlos Lacerda e Negrão de Lima. Dificilmente haverá surpresas.

Mesmo assim, não se pode deixar de lamentar a aliança entre o ex-prefeito, por três mandatos, Cesar Maia e o ex-governador Anthony Garotinho. São políticos que encaram a vida pública de forma diferente e que estão se aliando para a formação de uma chapa, liderada pelo deputado Rodrigo Maia, bem conceituado parlamentar, e pela deputada estadual Clarisse Matheus Garotinho, uma boa revelação política. Há quem assegure que os filhos sejam melhores do que os pais. A aliança, entretanto, peca pela inautenticidade e pelo oportunismo político, que parcela significativa do eleitorado condena.

Em outra ponta, fala-se numa candidatura de cunho ideológico radical, que não encontra eco no eleitor carioca – hoje voltado para uma política de resultados e não de doutrinação. E muito menos promessas fora da realidade de um pleito municipal.

A eleição em municípios da importância de Nova Iguaçu, Niterói, Petrópolis, Campos, São Gonçalo será fundamental para a avaliação das forças políticas no importante pleito de 2014. Sérgio Cabral, não podendo disputar mais um mandato, precisa fazer seu sucessor, na medida em que seus projetos não podem nem devem sofrer interrupção. O estado do Rio foi praticamente refundado, e, portanto, a continuidade é fundamental, o eleitor deve logo saber a composição que vigorará na sucessão estadual. Os nomes mais falados são os do vice-governador e braço direito do governador, Luiz Fernando Pezão, e do senador Lindenberg Faria, que estará em meio ao mandato de senador, que vai até 2019.  Uma divisão na coligação vitoriosa em 2010 não é aconselhável.

* Aristóteles Drummond é jornalista. - [email protected]