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Rio de paz  

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Foi divulgado há alguns dias um novo mapa da violência no país, e o Rio de Janeiro figura numa posição que há anos não se via. Tais estatísticas confirmam o que muitos especialistas, das mais variadas áreas, vêm afirmando, que é o excelente momento que o estado, essencialmente, a cidade do Rio, vem vivendo, não só no âmbito nacional como também internacionalmente. E, em verdade, há ainda muito por vir.

Segundo o levantamento dos ministérios da Justiça e da Saúde, o Rio registrou uma acentuada queda da violência nos últimos 10 anos. Na listagem de homicídios ocorridos no país entre 1983 e 2010, o Rio caiu da segunda posição para a décima sétima, passando de uma taxa de 51 homicídios por cada 100 mil habitantes em 2000 para 26,2 homicídios nos dias atuais.

O estudo mostra outros números que nos dão motivos para comemorar. Embora as taxas ainda sejam elevadas, o fato é que ostentávamos em outros tempos certa liderança nesse quesito e hoje despencamos nos afastando de uma posição que em nada nos orgulhava. Afinal, hoje estamos na média das grandes cidades brasileiras, o que demonstra avanço na política de segurança pública fluminense e nas polícias locais.

Certamente, muito devemos à gradativa conscientização das nossas autoridades e, se considerarmos que tal avaliação pegou muito pouco da era UPP, provavelmente num próximo levantamento nossas taxas estarão ainda mais reduzidas.

Assim, para toda a sociedade que acompanha e torce pela retomada da ordem pública e o combate à violência, as perspectivas se apresentam de forma bem positiva. Fica a torcida de que os próximos governos prossigam focados no restabelecimento da paz num Rio que amamos e que queremos ver dessa forma.

* Marcos Espínola é advogado criminalista.