MPF denuncia Sérgio Côrtes, diretor-executivo da GE e mais 21 por fraude na Saúde

O Ministério Público Federal (MPF) ofereceu denúncia contra 23 pessoas citadas nas operações Fatura Exposta e Ressonância, que apuram supostos esquemas corrupção e fraude de licitação na Saúde do Estado do Rio. Dentre eles estão o ex-secretário Sérgio Côrtes e o diretor-executivo da General Electric Daurio Speranzini Junior.

São investigadas 37 empresas e os crimes de formação de cartel, corrupção, fraude em licitações, organização criminosa e lavagem de dinheiro. A Policia Federal aponta que as multinacionais tinham interesse em manter a direção do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into), onde teria sido criado um cartel nas licitações. Entre os denunciados também estão o executivo da Philips, Frederik Knudsen,  e o empresário Miguel Iskin.

De acordo com a Procuradoria da República no Rio, a partir das investigações da operação Fatura Exposta, órgãos de controle como o Conselho de Defesa Administrativa (Cade), o Tribunal de Contas da União (TCU) e a Controladoria Geral da União (CGU) identificaram um cartel de fornecedores que atuou entre os anos de 1996 e 2017 no Into.

A empresa Oscar Iskin, do empresário Miguel Iskin, seria a líder do cartel formado por pelo menos 33 empresas, algumas delas atuando como laranjas das demais, que se organizavam no chamado "clube do pregão internacional".

De acordo com a Procuradoria, Frederik Knudsen era supervisor da Philips à época dos fatos e articulou as vendas de equipamentos para o Poder Público que teriam indícios de fraude a licitação e superfaturamento. Dario Speranzini Junior, que era CEO da Philips, também teria feito parte do esquema.

No dia 4 de julho, a Justiça havia autorizado a prisão preventiva de 13 pessoas e a temporária de nove por suposto envolvimento no esquema. Também foi decretado o bloqueio de bens dos investigados no valor de R$ 1,2 bilhão.