Museu Nacional reabre, após oito meses de interdição, a sala dos dinossauros

O Museu Nacional reabriu, ontem, após oito meses de interdição, a sala dos dinossauros, com destaque para o esqueleto do Maxakalisaurus topai, o Dinoprata. A atração foi fechada após uma infestação de cupins na base do dinossauro. A reabertura foi viabilizada por uma campanha de financiamento coletivo feita em maio, que arrecadou mais de R$ 50 mil, valor superior à meta inicial. 

Além de uma série de novas atrações, o piso e as peças de madeira da exposição receberam tratamento de descupinização, para evitar novos episódios como o que aconteceu em 2017. 

Primeiro dinossauro de grande porte montado no Brasil, o Maxakalisaurus topai tem 13 metros de comprimento e continuará ser o protagonista da sala, embora não seja a única atração. Os visitantes poderão conferir outros animais pré-históricos, como o Angaturama limai, dinossauro espinossaurídeo cuja principal característica é o focinho longo, e uma réplica do maior réptil voador da América do Sul, o Tropeognathus mesembrinus. 

Além disso, a reabertura da sala traz de volta uma peça querida ao público: o Guarinisuchus munizi, frequentemente comparado a um crocodilo, na realidade é o mais completo fóssil de dirossaurídeo já encontrado no Brasil. Assim, a sala passa a apresentar dinossauros  e pterossauros brasileiros e outros paleovertebrados relacionados ao período mesozóico, conhecido como a Era dos Dinossauros. A sala terá um monitor de TV exibindo um documentário sobre escavações realizadas em um sítio arqueológico, no Ceará. 

“O Maxakalisaurus topai ganhou uma base que permite uma visualização completa da réplica do enorme esqueleto. A exposição inclui ainda peças novas, apresentadas pela primeira vez, como ovos de animais pré-históricos e esqueletos de crocodilomorfos. Haverá também peças que poderão ser tocadas, como uma pegada e um osso de um dinossauro de grande porte. Foi instalado ainda um novo painel retratando o Maxakalisaurus em tamanho real. O público poderá vivenciar e compreender um pouco mais sobre a evolução da vida na Terra. É mais um momento importante das comemorações dos 200 anos”, diz o paleontólogo Alexander Kellner, diretor do Museu Nacional e coordenador da escavação que trouxe os fósseis do Maxakalisaurus topai, em 2006.