A Maratona CAIXA do Rio de Janeiro chegou este ano à sua 16ª edição em grande estilo. A mais concorrida prova de 42km do Brasil reuniu 14 mil corredores, com largada no Recreio dos Bandeirantes e chegada no Aterro do Flamengo e uma curiosidade: os vencedores dos dois sexos são nascidos na Etiópia. Mersimoy Niguse disputava sua primeira maratona e conseguiu cruzar a linha de chegada como o grande vencedor masculino, em 2h18min41s. O queniano Nicolas Kipkorir Chelimo ficou em segundo, seguido do brasileiro Gilmar Silvestre Lopes (Brasil/Cruzeiro), 2h21min01s.
No feminino, Zinash Estifo Banetirga subiu no topo do pódio com o tempo de 2h41min40s. A pernambucana Mirela Saturnino ficou com a segunda colocação (2h42min06). Priscilla Lorchima, do Quênia, terminou em terceiro (2h44min02). “Fiquei muito honrado em competir aqui. Nunca tinha saído do meu país até vir para cá. Gostei muito da cultura do Rio e do clima. O visual é muito bonito. Só não esperava as duas subidas do percurso”, afirmou Mersimoy Niguse, com a timidez típica dos novatos.
A história do campeão da Maratona do Rio só pôde ser escrita graças ao técnico mineiro Paulo dos Santos Rodrigues. Ex-atleta, ele iniciou um trabalho social na Etiópia após conhecer a realidade do país e criou uma equipe de atletismo chamada informalmente de Nova Flor, uma tradução do nome da capital etíope, Adis Abeba.
“Uma vitória numa prova desse nível muda a vida de um fundista. Trabalhar com atletas como esses é muito gratifi cante”, observa Paulo.
Ao todo, a maior corrida da América Latina levou 38 mil pessoas à orla carioca neste fi m de semana, em provas de 42km, 21km, 10 e 6km.