Intervenção não acaba com assassinatos do Rio, diz Marun sobre morte da vereadora Marielle Franco

O ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, disse nesta quinta-feira (15) que as autoridades devem desvendar "logo" o assassinato da vereadora do Rio de Janeiro Marielle Franco (Psol). O ministro rechaçou qualquer correlação entre a execução da vereadora e a intervenção federal na segurança pública do Estado. 

"É um assassinato. Só faltava alguém pensar que a intervenção cessaria os assassinatos no Rio de Janeiro. Obviamente que não temos essa pretensão, o que nós temos é a pretensão de restabelecimento do exercício da autoridade", disse Marun após um café da manhã com as bancadas do Norte e do Nordeste do País na Câmara para tratar de vetos presidenciais ao projeto de prorrogação dos débitos de agricultores.

Marun defende que a morte da vereadora é uma "questão policial" que entristece o governo e ressaltou que o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, vai tratar do assunto. "Em breve, teremos os nomes dos responsáveis por esse absurdo assassinato." 

O ministro disse que está confiante no andamento das investigações e que, ao se descobrir os autores da morte da vereadora, o governo mostraria que a autoridade está sendo restabelecida no Rio de Janeiro. O emedebista também descartou qualquer impacto da morte da vereadora nas próximas eleições e criticou os analistas que já fazem essa avaliação. "Tem gente que viaja na maionese, né?", afirmou.

Do Estadão Conteúdo

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