Após o processo que determinou a cassação de seu mandato pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), o governador Luiz Fernando Pezão (PMDB), em entrevista à rádio CBN nesta quinta-feira (9), afirmou que “ainda falta muito tempo para que todas essas decisões sejam tomadas dentro da Justiça Eleitoral”. Mostrando tranquilidade, Pezão disse que “ainda cabem muitos recursos”.
“Não votaram todos os sete membros do TRE. Então ainda têm muitos recursos. Nós ainda vamos lutar muito”, ressaltou.
O processo pode tornar a chapa de Pezão inelegível por oito anos por abuso de poder econômico e político por supostamente terem concedido benefícios financeiros a empresas como contrapartida a posteriores doações para a campanha ao governo do Estado em 2014.
“Esse é o trabalho da oposição, entraram com mais de 20 ações, eu já ganhei mais de 15 e ainda faltam mais cinco a serem votadas, eu tenho muita tranquilidade quanto a esse processo. Eu já tive as minhas contas aprovadas, e vamos na hora certa comprovar, se não aqui, em Brasília, no Tribunal Superior Eleitoral”, afirmou Pezão.
A Corte determinou que sejam realizadas eleições diretas para a escolha dos representantes do Poder Executivo estadual. A decisão, no entanto, somente produz efeito após o trânsito em julgado, ou seja, quando não cabe mais recurso, de acordo com o artigo 257, parágrafo 2º, do Código Eleitoral.
De acordo com Pezão, não houve ilegalidade. Ele afirmou que as empresas que doaram para sua chapa tiveram “incentivos como todas as empresas que vieram para o estado”. Quando perguntado se não havia nenhuma correlação entre a ajuda e os incentivos, Pezão se limitou a responder: “Claro, claro. Grandes empresas que atraíram e que a lei permitia. A lei permitia. Até 2014 você podia receber doação de qualquer empresa.”
Pezão não crê na piora da opinião pública após a cassação de sua chapa. “A maioria dos sindicatos que protestam hoje são ligados aos partidos que abriram a ação contra mim. Infelizmente as corporações, quase todas, são dominadas por esses sindicatos. Então vamos continuar enfrentando essas dificuldades.”