Marinha divulga nota esclarecendo grades na Orla Conde

Cercas gradeando trecho entre Praça Mauá e Candelária repercutiu negativamente na população

Após a polêmica criada em torno das grades que estavam impedindo a população do Rio e os turistas que visitam a cidade de acessar um trecho da nova Orla Conde, entre a região da Candelária e a Praça Mauá, no Centro da cidade, a Marinha do Brasil divulgou nota oficial explicando que a medida foi adotada para garantir a segurança de quem frequenta o local. Ainda na nota, a Marinha diz que, após o fim das festividades de final de ano, irá negociar com o prefeito eleito, Marcelo Crivella, soluções possíveis para aumentar a segurança. Até lá, as grades vão continuar nos trechos considerados com risco de acidentes.

Na última terça-feira (20), a Marinha do Brasil cercou com grades de ferro uma área do trecho recentemente vitalizado pela prefeitura. Após a repercussão negativa da atitude, a Marinha recuou as grades, e as deixou apenas margeando as águas da Baía de Guanabara, deixando livre a área de lazer que estava interditada.

A prefeitura acusou a Marinha de não cumprir o acordo firmado antes mesmo da derrubada do Elevado da Perimetral. Segundo Washington Fajardo, assessor especial para Assuntos Urbanos da Prefeitura da Cidade do Rio, "a reaproximação dos cariocas com a Baía de Guanabara é também recontato com nossa história náutica e naval".

A Marinha receberia obras no interior do 1º Distrito Naval, um novo restaurante e um estacionamento subterrâneo. Durante a Rio 2016, a prefeitura afirmou que a área de estacionamento foi ocupada por um dos patrocinadores e devolvida depois dos Jogos, mas o espaço gradeado, que delimita a área de estacionamento, avançou além da área do Distrito Naval.

Veja a íntegra da nota divulgada pela Marinha do Brasil

Em relação aos recentes fatos referentes à Orla Conde, a Marinha do Brasil esclarece que planeja,  em parceria com a Prefeitura do Rio de Janeiro, após as festas de fim de ano, proceder à rigorosa análise do risco envolvido nos diversos trechos da orla, estabelecendo soluções harmônicas e compatíveis com o projeto urbanístico que permitam garantir a segurança dos frequentadores. Até lá, as grades serão mantidas nos trechos em que há risco de acidente, haja vista o movimento de pessoas esperado nesta época.

É importante ressaltar que, após essa análise, nos locais  em que for avaliado haver permanente risco de queda n'água de transeuntes,  as estruturas provisórias serão mantidas enquanto a solução definitiva não for implantada.

Desde a inauguração, a Marinha vem alertando a Prefeitura sobre a necessidade de instalação de uma estrutura de proteção, mas até o momento, não houve resposta.

Mundialmente, em áreas semelhantes à Orla Conde, essas proteções de segurança existem, sendo normalmente adaptadas e incorporadas à paisagem do local.

Desde o início, a Marinha tem sido uma enorme apoiadora e incentivadora da revitalização da área, mas considera que a segurança é prioritária e, no momento, alguns requisitos não são atendidos.

Atenciosamente,

FLÁVIO AUGUSTO VIANA ROCHA

Contra-Almirante

Diretor