O delegado da Polícia Federal Roberto Sá foi confirmado nesta terça-feira (11) como o substituto de José Mariano Beltrame na Secretaria de Segurança do Rio.
Atual subsecretário de Planejamento e Integração Operacional da própria Seseg, Roberto Sá assumirá o cargo na próxima segunda-feira (17). O subsecretário foi escolhido pelo próprio Beltrame, que deixou a função nesta segunda-feira (10) após quase dez anos.
Antônio Roberto Cesário de Sá também é delegado da Polícia Federal, porém, sua atuação na área de segurança pública começou na Polícia Militar do Rio, onde ingressou como cadete em 1983 e passou pelo cargo de tenente-coronel e instrutor do Batalhão de Operações Especiais (Bope), até deixar a corporação.
Formado em Direito e pós-graduado em Administração Pública, o subsecretário atuou como coordenador de todo o planejamento do programa das Unidades de Polícia Pacificadora (UPP), que teve início em 2008 na gestão de Beltrame.
José Mariano Beltrame entregou a carta de demissão ao governador em exercício Francisco Dornelles (PP), após um intenso tiroteio em Copacabana, na zona sul do Rio, em que três supostos criminosos foram mortos na comunidade Pavão-Pavãozinho.
Em manifestações no Twitter da Secretaria de Segurança, Beltrame disse que a operação policial que levou pânico a moradores de Copacabana e Ipanema, produziu imagens péssimas para a cidade, mas ressaltou que a polícia não poderia se omitir e que, mais uma vez, cumpriu o seu papel.
Beltrame foi nomeado no início da gestão de Sérgio Cabral, em 2007, e foi o mais longevo secretário de Segurança Pública no Rio, embora tenha começado a demonstrar interesse de sair do governo desde o fim de 2014.
Em nota, o governador do Rio, Luiz Fernando Pezão (PMDB), elogiou o trabalho de Beltrame e disse que o novo secretário vai seguir a atual política de Segurança do estado.
"O Beltrame prestou serviços extraordinários à população à frente da Secretaria de Segurança nesses quase dez anos. Temos muito a agradecê-lo. Roberto Sá vai assumir para dar prosseguimento à nossa política de segurança, que, apesar dos problemas, teve muito avanços, como a queda dos índices de criminalidade em áreas de UPP", disse Pezão.