A Polícia Civil, por meio da 68ª Delegacia de Polícia da Posse, deflagrou nesta sexta-feira (7), a operação Boi da Cara Preta, com o objetivo de combater o tráfico de drogas e desmantelar uma quadrilha vinculada à facção criminosa TCP (Terceiro Comando Puro).
A operação, coordenada pelo delegado de polícia Paulo Freitas, será realizada no Buraco do Boi e em Aymoré, em Nova Iguaçu, e contará com 80 policiais civis para cumprimento de 25 mandados de prisão e 10 mandados de busca e apreensão de menores.
As investigações começaram em junho do ano passado. Policiais civis da 58ª DP identificaram e prenderam em flagrante sete pessoas (maiores e menores de idade), integrantes de uma quadrilha vinculada ao tráfico de drogas na região e que teriam sido responsáveis por expulsar uma moradora da comunidade de sua casa.
Com a continuidade das investigações, a Polícia Civil conseguiu identificar as principais lideranças do TCP, outros integrantes da associação criminosa e alguns detalhes de como a atividade ilícita era desenvolvida, inclusive o pagamento dos "funcionários".
Os "funcionários" eram policiais militares do batalhão da região, os quais eram pagos por pessoas, também pertencentes à estrutura criminosa do TCP, conhecidos como "sintonia". A 58ª DP também descobriu o envolvimento de um policial civil, motivo pelo qual foi comunicada a Corregedoria Interna da Polícia Civil.
Com base nas provas colhidas, o delegado responsável pelo caso representou pelo decreto das prisões de 25 pessoas, das quais quatro são policiais militares e um policial civil, além da expedição de mandados de busca e apreensão de dez menores, também pertencentes à organização criminosa.
Registra-se que, ao longo de um ano de investigação, a unidade realizou diversas prisões em flagrantes e apreensões de menores integrantes do TCP, bem como apreensões de grande quantidade de droga, dinheiro, rádios transmissores, veículos e armas.
Na operação, a 58ª DP conta com o apoio da Corregedoria Interna da Instituição (COINPOL), do Departamento Geral de Polícia da Baixada (DGPB), do Departamento Geral de Polícia Especializada (DGPE) e da Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE), com o auxílio do GAECO do MPRJ.