Pezão negocia dívida com a União

Governadores de seis estados se reuniram com ministro Nelson Barbosa

O governador Luiz Fernando Pezão se reuniu com o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, nesta terça-feira (8), em Brasília, para renegociar a dívida do estado com a União. Acompanhado dos governadores Geraldo Alckmin (SP), Fernando Pimental (MG), Ivo Sartori (RS), Raimundo Colombo (SC) e Renan Filho (AL), Pezão pediu ao ministro carência de até três meses no pagamento dos serviços da dívida do Estado do Rio de Janeiro. Os seis estados têm a pior situação financeira da federação. 

"É vital para nós ter a renegociação da dívida, não só para o Rio, para todos os estados do país. E a gente tem que arranjar uma saída para ter crescimento econômico. Não pode se renegociar a dívida e não crescer. Não vamos sobreviver. Pedi um prazo razoável para nos ajustarmos. Todos os estados estão com muitas dificuldades", afirmou Pezão, destacando que o grupo avançou nas negociações para pactuar uma proposta de alongamento dos débitos. 

Os seis governadores apresentaram sugestões individuais e esperam um posicionamento do ministro Barbosa até sexta-feira. Estabelecido um consenso, a proposta será encaminhada ao Congresso Nacional, já na próxima semana, em forma de projeto de lei complementar. 

Outra proposta apresentada pelos governadores é a redução em 20% das prestações do serviço da dívida, por um período de dois anos, ou de até 40% durante um ano. De acordo com o Ministério da Fazenda, não se trata de perdão. Os valores a serem descontados nos próximos dois anos serão distribuídos nas futuras prestações.   

"Já amanhã, o ministro Nelson Barbosa vai mandar as simulações para todos os governadores e secretários de Fazenda para que possamos pactuar um acordo. As propostas que fizemos a ele são fundamentais para atravessarmos esse período de crise", observou Pezão. 

Em 1999, a dívida do Rio negociada com a União era de R$ 22 bilhões. O estado já quitou R$ 45 bilhões, mas ainda deve R$ 66 bilhões.

Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade.
Ao continuar navegando, você concorda com estas condições.
Saiba mais