Diversos movimentos se articularam para um grande nacional nesta quarta-feira (16) contra o golpe, o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e também por mais direitos. No Rio de Janeiro, os coletivos de Juventude se reuniram na Alerj e os coletivos de mulheres no Largo da Carioca, por volta das 16h, de onde sairiam organizados para o grande Ato na Cinelândia. A CUT calculava por volta das 18h que havia 6 mil pessoas reunidas no local. A Polícia Militar não divulgou números.
Um palco foi montado na Cinelândia, no Centro do Rio, onde centenas de manifestantes já estão concentrados para o ato convocado pela Frente Brasil Popular, que reúne cerca de 50 entidades sindicais e movimentos sociais em todo o país.
O ator Osmar Prado participa da manifestação representando a classe artística. "Nós estamos hoje aqui pelo Estado Democrático de Direito, para garantir a governabilidade do governo legitimamente eleito de Dilma Rousseff, para que não haja casuísmos, golpes ou tentativas antidemocráticas de tomada de poder”, disse à Agência Brasil.
Prado lembrou ainda que todos os governos fizeram manobras fiscais como as que Dilma está sendo acusada. "Deixem Dilma governar e derrotem-na se o quiserem, democraticamente, em 2018, se o povo assim o permitir".
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Sônia Nascimento, da União dos Negros pela Igualdade, acredita que um possível impeachment de Dilma Rousseff representaria uma ruptura no regime democrático. "A gente acha que é um golpe porque não tem provado nada contra a nossa presidenta. Ela não foi julgada, não tem nada que desabone a conduta dela enquanto presidenta do país, por isso a gente vê a iminência de um golpe”, afirmou à ABr.
Para Sônia, o país precisa melhorar em vários setores, por exemplo, na saúde e na educação. “Mas não é por isso que a gente vai querer um golpe, a gente vai lutar pela democracia, para que o país melhore cada vez mais. A gente ficando passível pelo golpe, o país retrocede."
Fora Cunha
Manifestantes que estavam concentrados em frente à Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) fizeram um ato em frente ao escritório do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, no Centro da cidade, aos gritos de “empurra o Cunha que ele cai” e “não vai ter golpe”. Eles jogaram notas de dinheiro impressas com a imagem de Cunha para o alto. O policiamento foi reforçado e um grupo de PMs ficou em frente à portaria do edifício, na esquina das avenidas Rio Branco e Nilo Peçanha, para evitar uma possível invasão.
Marcelo Rodrigues, presidente da CUT-RJ, destacou que o presidente da Câmara dos Deputados tem exercido abuso de poder no cargo. "É um ato contra o golpe. O mote é 'não vai ter golpe'. Vamos fazer um ato mais amplo, mais leve, mais aberto para quem quiser falar. É lamentável que um processo como esse tenha ido parar no STF [Supremo Tribunal Federal] e a gente espera que o STF cumpra o seu papel, que é zelar pela Constituição brasileira”, disse à Agência Brasil.
Convocação da população pelas redes sociais
O cantor Otto foi um dos que divulgaram vídeos de convocação para o ato na Cinelândia pelas redes sociais durante esta semana. "Vamos manifestarmos contra o processo de impeachment da presidenta Dilma, vamos nos manifestar a favor da democracia, vamos preservar o nosso voto. A democracia, esse instrumento não pode ser maculado, não pode ser corrompido", alerta o artista. "Vamos juntos, não vai ter golpe", completou.
O ator Chico Díaz também convocou a população para o ato nas redes sociais, por meio de vídeo. "Chame todos os seus amigos, chame todos os seus parentes, vamos para a Cinelândia a partir das quatro horas da tarde dizer não ao golpe."
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Com informações da Agência Brasil