Mãe de atropelado na SuperVia classifica caso como "atrocidade"

Família do ambulante morto ficou sabendo do ocorrido através da televisão

De acordo com os familiares de Adílio Cabral dos Santos, que foi atropelado na estação de Madureira por um trem da SuperVia na última terça-feira (28), o ambulante estava trabalhando no momento em que ocorreu o acidente. Segundo a mãe e o irmão da vítima, Adílio vendia doces e balas nos trens. Nesta sexta-feira (31) os parentes prestaram depoimento sobre o episódio na 29ª DP (Madureira).

A mãe do ambulante, Eunice de Souza Feliciano, afirmou que a vítima tinha saída da prisão em outubro do último ano e estava no caminho para reestruturar a vida.

“O Adílio estava começando a se levantar, comaçando a se congregar, ele estava bem. A gente brincava muito um com o outro, ele era meu companheiro”, disse a mãe da vítima.

Dona Eunice comentou também que ficou sabendo da morte do filho através de um noticiário televisivo. Segundo ela, estavam todos tristes com notícia, mas a tristeza se transformou em pavor quando descobriram que a vítima era Adílio.

“Nós ficamos estarrecidos com a notícia. Não apareceu nome, nem rosto porque não mostraram. Mais tarde, no noticiário apareceu o nome completo. Foi uma atrocidade, uma coisa terrível, desumano”. Lamentou.

O mais aterrorizante na história é que, após o atropelamento, um funcionário da SuperVia autorizou a passagem de um trem sobre o corpo do ambulante. Na última quinta-feira (30), a SuperVia assumiu ter autorizado a passagem do trem sobre o corpo de Adílio e o governo afirmou que irá punir os responsáveis.

Segundo informações da 29ª DP (Madureira), as investigações estão em andamento para apurar as circunstâncias da morte do ambulante. As imagens das câmeras de segurança já foram solicitadas e os funcionários da SuperVia estão sendo intimados a depor. Os agentes estão em busca de mais evidências para auxiliar nas investigações do caso.