Programa da Secretaria de Saúde leva atendimento médico a moradores de rua

A dedicação das equipes do Programa Consultório de Rua está mudando para melhor a vida de quem vive nas ruas da cidade. Desde 2010, a Prefeitura do Rio mantém profissionais – médicos, enfermeiros, psicólogos, dentistas, terapeutas e agentes sociais – exclusivamente voltados para este tipo de atendimento. A iniciativa busca ampliar o acesso aos serviços de saúde para o grupo de pessoas que se encontra em condições de vulnerabilidade, com vínculos familiares interrompidos ou fragilizados.

Mais de 7.900 pessoas nesta situação já foram cadastradas pelo serviço, que atua em seis regiões da cidade – Centro, Jacarezinho, Manguinhos, Acari, Realengo e Santa Cruz. O cadastro mostra que a maioria é homem (73,7%), negro, tem entre 18 e 59 anos e ensino fundamental incompleto. A tuberculose, doenças sexualmente transmissíveis, Aids, hepatites, transtornos mentais, hipertensão e o uso abusivo de drogas são os problemas de saúde mais comuns.

Formados por equipes multiprofissionais, os consultórios são itinerantes e desenvolvem ações compartilhadas e integradas às Unidades Básicas de Saúde. As equipes lidam com diferentes problemas e necessidades de saúde da população em situação de rua, desenvolvendo ações compartilhadas e integradas também com os Centros de Atenção Psicossocial, com os serviços de urgência e emergência e com outros pontos de atenção, de acordo com a necessidade do usuário.

Por ser um trabalho de alta complexidade, os agentes sabem onde cada paciente dorme, onde costuma ficar e como é a organização do ambiente. As informações são necessárias para que o tratamento tenha continuidade, fortalecendo o vínculo entre médico e paciente.

A política de saúde prevê — além da igualdade e equidade — o respeito à dignidade da pessoa humana e o direito à convivência familiar e comunitária. O objetivo do consultório de rua é valorizar a vida e a cidadania, com atendimento humanizado, respeitando as diferenças de origem, raça, idade, nacionalidade, gênero, orientação sexual e religiosa, com atenção especial às pessoas com deficiência.