Educação: greve na UFRJ, que dura dois meses, não tem previsão de término

O presidente do Sindicato dos docentes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Cláudio Ribeiro, informou nesta quarta-feira (29/7) a continuidade da paralisação na instituição, que já dura dois meses. As atividades do segundo semestre ainda não tem previsão para iniciar, assim como o término de cursos interrompidos pela greve em junho. 

Os grevistas reivindicam por melhores condições de trabalho, salariais e reestruturação do plano de carreira. Segundo Ribeiro, os cortes no orçamento da universidade chegaram a R$ 150 milhões e até o final do ano a previsão é da entidade deixar de receber cerca de R$ 300 milhões. Pelos calculos do professor, a UFRJ teve uma queda de 47% nos seus investimentos. A baixa refletiu na qualidade do bandejão, na limpeza e nas infraestruturas dos prédios. Alguns cursos estão sendo ministrados em containers, de acordo com Ribeiro.

Para os professores e alunos grevistas, a UFRJ deve voltar a funcionar somente com condições mínimas de segurança e limpeza.