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Relatório do TCE se mostra preocupado em relação as obras da Linha 4 do metrô

Tribunal de Contas do Estado teme que as obras não fiquem prontas até o início dos Jogos Olímpicos

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O Tribunal de Contas do Estado (TCE) elaborou um relatório que mostra quão alto é o risco de três obras previstas para os Jogos Olímpicos não ficarem pronta até a abertura das Olimpíadas, em agosto de 2016. Curiosamente as quatro obras apontadas pelo TCE são de responsabilidade do governo estadual. São elas: a construção da linha 4 do metrô, a implantação de um tronco coletor de esgoto e a recuperação ambiental das lagoas da Barra da Tijuca.

O documento foi apresentado pelo TCE no último dia 17, em uma audiência realizada na Câmara dos Deputados, em Brasília. De acordo com o TCE, a construção da chamada Linha 4 do metrô (Zona Sul-Barra) conta com três pontos críticos: A expansão da estação General Osório, em Ipanema; a escavação dos túneis pelo tatuzão; e a construção da estação Jardim de Alah, no Leblon.

Através de nota, o TCE justificou a preocupação classificando a obra como de alto risco, com base no calendário apertado até o início dos Jogos. Segundo o Tribunal, “Não pode mais ocorrer qualquer tipo de atraso no cumprimento do cronograma previsto, para que as extensões do metrô estejam em pleno funcionamento antes do início das Olímpiadas”. O TCE informou também que começou na última semana, uma auditoria específica para a obra. Segundo o órgão, durante o monitoramento serão analisadas “a legalidade, a legitimidade e a economicidade das contratações de projetos, obras e serviços de engenharia para a Linha 4”, esse relatório deverá ser publicado em setembro.

A organização dos Jogos Olímpicos considera a obra do metrô fundamental para que o público possa se deslocar pela cidade, já que a grande maioria das disputas, e a Vila dos Atletas, ficam situadas na Barra da Tijuca. A futura estação do metrô no Jardim Oceânico deverá ser integrada ao BRT Transoeste, que por sua vez terá uma ligação co o BRT Transolimpico, que levará o público aos locais onde acontecerão as competições.

O governo do estado já havia anunciado que a estação da Gávea, anteriormente prevista no cronograma das obras, não estaria pronta antes do fim dos Jogos. A Linha 4 do metrô foi orçada em R$ 8,7 bilhões, e funcionará como uma extensão da atual malha. A Secretaria estadual de Transporte prevê que o a nova linha passe a funcionar a partir do dia 1° de junho, mas ainda parcialmente, com público reduzido e fora dos horários de rush. Após um mês, a estação já funcionará completamente.

O secretario estadual de Transportes, Carlos Roberto Osorio, reconheceu que a construção da estação Jardim de Alah é delicada, pois, segundo ele, a obra é complexa devido às característica do solo local.

Sobre o tatuzão, o secretario disse que o desempenho da máquina melhorou consideravelmente e hoje já está escavando cerca de 18m diários. Muito superior aos números que eram registrados anteriormente.

Já sobre a expansão da estação General Osório, o secretario negou que a obra seja motivo de preocupação.