Assaltante confessa ter esfaqueado estudante dentro de trem da SuperVia

O jovem Michael Douglas Gonçalves da Silva, 19, confessou ter assaltado e esfaqueado o estudante Pedro Arthur de Britto no último sábado (30) dentro de um trem da SuperVia. Durante a entrevista coletiva com os delegados, Michael disse estar arrependido do acontecido, mas que só continuaria falando sobre o caso na Justiça. O primeiro crime do jovem foi aos 17 anos.

Após ter assaltado o Pedro, Michael vendeu o celular da vítima na Central do Brasil para uma outra pessoa por R$ 300. A justificativa é que ele precisava do dinheiro para que a sua namorada que está grávida pudesse fazer uma ultrassonografia. Ele foi preso no início da manhã enquanto estava na casa da avó, em Comendador Soares, Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.

A delegada Cristiane Carvalho de Almeida, da 24ª DP (Piedade), informou que o irmão de Michael já havia procurado a polícia para negociar a rendição e que o advogado também já havia combinado a entrega do assaltante nesta terça, no entanto, os policiais da 56ª DP descobriram através de denuncias anônimas onde o rapaz estava.

Michael, preocupado em ser reconhecido, havia raspado a cabeça e estava deixando um bigode crescer. Somente no último dia 2 de maio, ele cometeu dois crimes diferentes, um na plataforma de Quintino, mesmo local onde esfaqueou Pedro e o outro dentro de um ônibus na Rua Cândido Benício, em Jacarepaguá. 

"Desde ontem, às 19h, que estávamos monitorando a casa da avó dele, após a informação de que ele estava lá. Após o crime, no sábado, ele foi para a casa da sogra, no Estácio. Ao ver que estava sendo veiculado sua foto, ele disse que ficou atordoado e sem cabeça. E no domingo ficou perambulando pelas ruas do Centro. E só a noite foi para a casa da avó", disse Cristiane.

Relembre o caso

Pedro Arthur Britto Santa Cruz, que é morador de Marechal Hermes, Zona Norte, ia para o Colégio Pedro II ouvindo música em seu celular quando foi abordado por dois homens na altura de Quintino. Pedro reagiu ao anúncio do assalto e levou duas facadas no braço. O jovem confessou ter medo de voltar à sua rotina.

"Eu tenho medo. Você não pode mais vir dentro do transporte publico, você não pode mais atender uma ligação perto da sua escola, na rua da sua escola. Um dispositivo que facilita a vida acaba sendo um peso na consciência, porque você pode a qualquer momento ser agredido com isso", contou em entrevista ao jornal Bom Dia Rio. 

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O jovem chegou ao hospital consciente, no entanto, os médicos decidiram pela operação para saber a gravidade dos ferimentos à faca. A tia da vítima, Vanessa Monteiro, também informou que o sobrinho sangrava muito e que além do assalto deste final de semana, o jovem já havia sido assaltado outras duas vezes.

A SuperVia informou que os agentes após virem o caso, foram chamar os bombeiros para prestar socorro.