Na manhã desta sexta-feira (20), os dois acusados da morte do cinegrafista Santiago Andrade, morto durante um protesto no Rio de Janeiro no dia 6 de fevereiro de 2014, Caio Silva de Souza e Fábio Raposo, ambos de 23 anos, foram liberados do Complexo Penitenciário de Bangu, na Zona Oeste da cidade. Os dois saíram acompanhados por seus advogados e não falaram com a imprensa.
Os acusados só não foram soltos na última quinta-feira (19) devido à falta de tornozeleiras eletrônicas, que segundo a Secretaria Estadual de Administração Penitenciária, não há fornecimento desse material há quatro meses, por falta de pagamento.
Caio Silva de Souza e Fábio Raposo não irão mais responder por homicídio qualificado, de acordo com a decisão anunciada pelos desembargadores durante seção realizada na última quarta-feira (18). O Ministério Público confirmou que irá recorrer da decisão.
Os manifestantes estavam respondendo por homicídio triplamente qualificado: por motivo torpe, com uso de explosivo e mediante recurso que torna a defesa da vítima impossível. Agora, após a decisão, eles poderão ser condenados, no máximo, por explosão seguida de morte, com pena de dois a oito anos de reclusão. Caso a decisão não estivesse saído, a pena da dupla seria de 12 a 30 anos de prisão.
Uma série de medidas cautelares foram impostas na decisão, como por exemplo: ficou determinado o comparecimento periodicamente ao juízo; a proibição de participações em reuniões, manifestações, bem como locais de aglomeração de pessoas com cunho político ou ideológico; proibição de manter contato com “black-blocks”; se ausentar da comarca da capital; recolhimento domiciliar noturno e nos dias de folga, principalmente fins de semana, o monitoramento eletrônico.