O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) apresentou novo pedido de prisão preventiva contra 25 acusados por associação criminosa e tráfico de drogas no Complexo do Alemão, presos na Operação Urano, dia 18 de setembro. O pedido foi deferido pela juíza Marcela Assad Caram, da 25ª Vara Criminal da Capital, na quarta-feira (05/11). Na terça-feira, ao julgar um pedido de habeas corpus, cujo relator foi o desembargador Fernando Antônio de Almeida, a 6ª Câmara Criminal do TJRJ havia concedido alvará de soltura aos presos. Porém, com a atuação do MPRJ e a nova decisão tomada pela Justiça, o alvará de soltura não chegou a ser cumprido e os réus permanecerão presos.
De acordo com a nova decisão da juíza da 25ª Vara Criminal, os réus oferecem risco à ordem pública e à instrução criminal. Soltos, eles poderiam ameaçar testemunhas ou até mesmo fugir. A magistrada lembrou, ainda, que a denúncia decorreu de farto trabalho investigativo, realizado pelo Grupo de Atuação de Combate ao Crime Organizado do MPRJ e pela Polícia Civil, envolvendo escutas telefônicas com autorização judicial e mandados de busca e apreensão, na qual foram coletados indícios suficientes de autoria dos crimes pelos réus.
“Como bem esclarecido pelo Ministério Público, entendo que a presente decisão não afronta aquela proferida nos autos do habeas corpus mencionado, vez que essa última cingiu-se a anular a decisão anterior, devolvendo, assim, no meu entender, a apreciação da matéria à inferior instância, razão pela qual deixo de expedir os alvarás de soltura ali determinados”, justificou a magistrada Marcela Assad Caram.
Os 25 acusados estiveram envolvidos no ataque à Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) no Alemão, no incêndio de veículos próximo à unidade e em diversos confrontos envolvendo os traficantes e policiais militares.