Sepultada no RJ mulher que morreu após fazer aborto em clínica clandestina

Foi sepultado neste domingo (28), no Cemitério de Ricardo de Albuquerque, na Zona Norte do Rio, o corpo de Jandira Magdalena dos Santos, que morreu após fazer um aborto em uma clínica clandestina na Zona Oeste. Ela tinha 27 anos e estava grávida de quatro meses. 

No dia 26 de agosto, Jandira saiu de casa para fazer um aborto e não voltou mais. No dia seguinte, o corpo carbonizado de Jandira, sem as digitais e a arcada dentária, foi encontrado dentro de um carro em Guaratiba, na Zona Oeste. 

Cinco pessoas já foram indiciadas pelo crime, mas a polícia ainda procura outros suspeitos. O Tribunal de Justiça do Rio negou o habeas corpus aos donos da casa onde teria ocorrido o aborto da auxiliar administrativa. Já estão presos Vanuza Vais Baldacine, que segundo os investigadores era a motorista da quadrilha; Rosemere Aparecida Ferreira, apontada como a chefe da quadrilha, já que era ela quem recebia o dinheiro e marcava as consultas e pagava o restante da equipe; o ex-marido de Rosemere, o policial civil Edilson dos Santos, segurança do grupo; além de Marcelo Eduardo Medeiros, que aluga o imóvel para a clínica clandestina; e Mônica Gomes Teixeira, que recepcionava as clientes.